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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Inocente VS Playboy - Capitulo 2

por iamcarmen, em 18.04.14

 

Jane andava de robe...e havia esquecido a nódoa negra que a rasteira que Bill lhe havia feito causara. Ouviu um fungar e logo arregalou seus olhos perante o aparecimento do seu irmão mais velho, corado assim que notou que este olhava silenciosamente os seus joelhos.

 - Que se passou? – perguntou o irmão de Jane; Tom era o irmão mais velho da “menina de cristal”, atencioso com a sua família mas completamente distraído em relação a outras pessoas também haviam muitos amigos que o conheciam como extremamente protector e pelo facto de “ferver em pouca água” e era isso que sempre obrigava a mais nova da família a silenciar-se e apenas falar com a sua melhor amiga.

- Hum… - Jane fingiu-se ignorante sobre o assunto, o seu irmão continuava a olhar fixamente em espera de uma resposta e já tratara de cruzar os braços ao peito.

- Como te magoaste? – ele falou impaciente e pode quase apostar bem alto que Jane lhe ia mentir descaradamente.

 - Escorreguei nas escadas. – responde-lhe e Tom fez sua língua estalar. Jane mentira-lhe de facto.

- Tens a certeza, Jane? - questionou

- Sim. – corou violentamente e evitou contacto visual com o irmão, mesmo este continuado à porta do seu quarto.

- Curioso… - murmurou – Gabi falou outra coisa. – concluiu então. Jane esmoreceu, aquele era o mal de Gabi, a sua melhor amiga por muito boa e corajosa que fosse quando o assunto tocava “Tom” todas as guardas eram baixadas e a rapariga falava tudo para o de cabelo entrançado. A paixão de Gabi por Tom trazia sempre alguns contratempos.

 

Ele despertou quando ouviu baterem á sua porta do quarto, estranhou pois normalmente se os seus pais queriam falar com ele simplesmente passavam em frente da porta e o chamavam ou gritavam mesmo do andar térreo da casa. Bill sentou-se na cama e olhou a porta.

- Que foi? – perguntou para a porta e esta abriu bruscamente, assustando-o. Tom entrou de rompante no quarto e Bill nem se moveu e apenas encarou o outro com má vontade.

 - Sabes o que é fodido para a minha irmã?! Por mais que ela me omita a verdade eu sei sempre... – Tom logo atirou irritado e o outro encolheu os ombros.

 - E o que queres que te faça? – perguntou com algum desdém.

Tom puxou Bill pelo colarinho da t-shirt, apertando bem o pescoço deste, semicerrou seus olhos e nem ele mesmo sabia onde tinha ido buscar forças que o impediam de rebentar a cara do moreno.

 - Se voltas a repetir a “gracinha” acredita Bill… que por mais popular que sejas, ninguém te salva de umas punhadas e umas nódoas negras maiores que aquela que fizeste na Jane! Fiz-me entender Bill? – continuava a apertar o colarinho ao mais novo e este não mostrava qualquer parte fraca, enfrentava Tom e isso só estava a irritar mais o irmão de Jane mas por enquanto…ele deixaria passar pelo bem do seu registo criminal.

Bill começou a rir do nada  - Realmente tenho mesmo medo de ti, Tom. – provou entre risos. O mais velho empurrou-o bruscamente de volta para a cama, cerrou os punhos e respirou bem fundo.

 - Não provoques algo do qual não poderás escapar, Bill. Não penses por um segundo que seja que vais magoar a minha irmã e te ficas a rir, monte de sheisse. – avisou também com um sorriso de provocação em seus lábios - Se sei de outra destas, aguarda-me pois vou partir-te esse focinho estúpido. - dito isto Tom saiu confiante.

Bill voltou a se deitar na cama e manteve o seu sorriso. A “menina de cristal” mal sonhava o que a iria esperar a partir do dia seguinte.

 

 - Tu és idiota Tom! – Jane gritou já escarlate de raiva pelo seu irmão.

- E tu uma parva! – ripostou o mais velho

 - Tu foste ameaçar o Bill? Agora ele mata-me! – ela anunciou pesadamente.

- Não sejas tão parva, a sério Jane. – revirou os olhos.

 - Tu não o conheces mano, ele é mau, bad boy...e agora os amigos dele vão meter-se ainda mais comigo agora. Vão matar-me! – escandalizou em ultimo.

- Ninguém vai matar ninguém excepto eu se colocar as mãos em cima daquele miúdo armado em gente importante. – fechou o punho ao recordar o sorriso desafiador de Bill para si – E vais ter sempre medo dessa gente? – encarou a irmã.

- Óh Tom… - ela acabou pro balbuciar, baixou olhar e afastou-se. Subiu até ao seu quarto, ironia do destino, a pequena varanda do quarto de Jane era de frente com a pequena varanda do quarto de Bill...e para mal dos pecados ,hoje ele estava á varanda....mal Jane o viu, gelou e começava a dar passos atrás e estudou a rapidez necessária para sair da varanda, fechar a porta desta e correr os cortinados.

- “Menina de cristal” – Bill cantarolou de modo meio assustador, como a avisando de algo mau de futuro. O rapaz fumava calmamente mas mantinha o seu olhar focado em Jane.

A jovem havia ficado muda, sentia seu sangue gelar; algo nos olhos castanhos de Bill era parecido a uma ameaça, um aviso antes do combate. Tal como ela imaginara, sua vida na Universidade estava oficialmente marcada e as coisas iam piorar drasticamente, Jane podia senti-lo até nos ossos do seu corpo. Engoliu em seco e tentou respirar o mais calmo possível.

- O cristal partiu. – ele não questionou mas sim anunciou-lhe

- Bo..Boa noite. – foi o que ele pode falar, recuou rapidamente, fechou-se no quarto e correu as cortinas. Bill soprou o fumo do seu cigarro, surpreendera-se ao ouvir o “boa noite” da parte da sua vizinha mas não era isso que a iria salvar do seu plano.

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