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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Inocente VS Playboy - Capitulo 5

por iamcarmen, em 25.04.14

 

 

As semanas iam passando, Jane continuava alvo dos “ataques” ofensivos da parte do amigos ou colegas de Bill, mas o moreno em si andava tranquilo, podia comentar alguma coisa mas passar a atitudes (que habitualmente todos concederiam “normais” naquele líder de grupo) ele não as tinha.

- Bill. – Fabian chamou pela atenção do moreno, este elevou o seu olhar dos livros que tentava estudar para os próximos exames em época Natalícia, visto que o Natal estava bem próximo.

- O que foi? – perguntou sem a mínima paciência – Estou a tentar não chumbar. – indicou os livros espalhados naquela mesa da biblioteca da Universidade.

- Tem calma moreno. – Tina meteu-se e logo massajou suavemente os ombros de Bill, este respirou fundo – Nós sabemos que o reitor não deixa nada passar em branco ultimamente. – encostou seu peito aos ombros do rapaz.

- Aquele maldito velho sacana…  - Bill resmungou entredentes.

- Bem, nós apenas viemos aqui propor-te algo. – Fabian falou com um sorriso sádico e só por isso o líder de grupo soube que vinha aí ideias péssimas.

- E que seria… - incentivou o outro a continuar

- Uma simples aposta, Bill. – Miguel interveio

- Por favor…estou ocupado para pensar em apostas, seja de que origem for. – suspirou o moreno.

- Medo? – Tina provocou contra a orelha dele

- Tu conheces-me um pouco. – Bill recordou-lhe – Que tipo de aposta, então? Vamos ouvir isso… - indicou para que Fabian ou Miguel continuasse com a conversa.

Fabian ampliou aquele seu sorriso sádico e trocou um breve olhar com Tina – Uma simples aposta. – fez a sua língua estalar – Como isto anda aborrecido e tu tens que te dedicar… - apontou os livros que o moreno tentava ler anteriormente – Brincares com a “menina de cristal”. – propôs então – Brincas com ela, tranquilo, dás-lhe um desgosto e será épico.

- És assim tão estúpido? – Bill perguntou-lhe de sobrolho franzido – Que tipo de proposta de aposta idiota é essa, Fabian? - murmurou

- Com medo? – Tina repetiu-se e foi olhada brevemente de esguelha.

- Portanto…a vossa proposta de aposta é: eu seduzir a Jane, ir para a cama com ela e depois larga-la? – quis confirmar com aqueles três – Vocês querem mesmo…isso? - pestanejou

- Exactamente. – Miguel afirmou

- Por culpa daquela miúda o reitor não te larga nos últimos dias. Considera uma vingança divertida. – Fabian explicou e Bill meditou sobre o assunto.

- Será bastante fácil para ti, Bill. – Tina contornou a cadeira onde o moreno se encontrava sentada e encarou-o – Fazes isso com qualquer rapariga, assim o queiras. A “menina de cristal” irá partir-se mas até lá fingiras que tudo se encontra às mil maravilhas com ela e…o reitor vai desviar a sua atenção de ti.

- Tens coragem para isso. – Miguel voltou a falar

- E vou ganhar o quê com isso? – Bill questionou aqueles três.

- …a mim… - Tina insinuou-se

- E cem euros. – Miguel concluiu

- Cem euros? Só isso? – Bill gargalhou

- Sacana de sheisse… - Fabian resmungou – vais aproveitar a Tina e ainda achas pouco? – falou indignado.

- Cento e cinquenta. – Bill reformulou

- Ok! – Miguel elevou as mãos em sinal de rendição – Cento e cinquenta que seja.

Fabian apresentou a sua mão a Bill e sorriu novamente – Apostamos? – perguntou ao moreno e este respirou fundo – Seduzes a “menina de cristal”, irás aproveitar-te dela a nível físico e depois afastas-te, deixando-a… pateticamente alvo de chacota.

Bill ainda vacilou, mas a ideia de brincar um pouco e ainda em cima "livrar-se" do reitor...já para não falar que ele tinha visto que a “menina de cristal” nem era má de todo a nível físico. Era uma questão de arrancar as roupas daquele corpo delgado - …apostado! – falou e apertou mãos com Fabian.

 

Jane estudava avidamente aquele livro que a iria ajudar no próximo exame, seria fácil concluir aquela aula com todo aquele seu estudo. Estava envolta em seus pensamentos e organização mental de estudo quando algo tapou um pouco a luz que provinha da janela da biblioteca da universidade naquela manhã.

- Olá! – alguém falou simpaticamente e Jane elevou seu olhar do livro, pestanejou e julgou que algo estava demasiado errado naquela manhã.

- Hum…pois… - ela balbuciou, revelando o quão assustava estava a ficar ao ver Bill a olhá-la de um modo simpático.

- Preciso da tua ajuda. – ele expos e Jane empalideceu ao ver o rapaz erguer um livro de matéria – Sou realmente mau nesta aula e tu és a melhor em todas as aulas que temos. Acho que desde sempre que és a mais esperta de uma turma. – sorriu de modo adorável, assustadoramente adorável no entender da rapariga.

- Queres que te ajude a estudar? – ela questionou para ter a certeza

- Sim. O exame é em poucos dias e preciso de ajuda. – informou-a

- Em vens pedi-la a mim? – Jane ficou breves segundos boquiaberta – Tu bateste com a cabeça, Bill? – atirou preocupada a questão ao moreno.

- Porque…porque perguntas isso? – falou surpreendido mas se era genuíno ou não, Jane não conseguia descobrir.

-Nós nascemos com a diferença de três dias, Bill. Desde a primeira classe escolar que estamos juntos da mesma turma, nunca falas-te comigo que não para me humilhar ou simplesmente ser uma besta autentica e vivemos lado a lado – enquanto ela falava tudo aquilo o rapaz fazia um breve “flashback” mental e continuava a encarar a rapariga sem se mostrar superior ou pronto a iniciar qualquer tipo de humilhação psicologia – E do nada queres a minha ajuda para estudar? – a rapariga parecia escandalizada.

- Exactamente. – foi tudo o que ele lhe respondeu.

- Tu nem me conheces. – guinchou ela

- Até conheço...tens a minha idade, és a menina prodígio da tua familia, queres sempre alcançar os teus objectivos, tens um irmão com um temperamento explosivo, tens bem consciente em atingir o teu objectivo profissional e esforças-te como podes para encarar as outras pessoas, Jane – Bill falou com muita calma e a rapariga voltou a ficar boquiaberta –Nunca apareceste numa festa típica na adolescência, nunca foste vista com um rapaz à excepção daqueles nerds que contam contigo para os ajudar com algum problema extenso de mais para o seu Q.I. – juntou a ponta do seu dedo indicador ao queixo e sorriu - … ah, sim...e aposto que nem um beijo na boca recebes-te até À data...e sei também sei que o único tipo que teve olhos para ti digno de Homem, acabou por desistir, porque lhe deste com uma jarra na cabeça. – gargalhou divertido quando terminou de falar a ultima informação que tinha sobre Jane.

- …foi em defesa própria. – ela balbuciou e baixou o seu olhar – Ele foi atrevido demais… - corou violentamente.

- Afinal conheço um pouco de ti Jane. – terminou ele de falar

 -Está bem, eu ajudo-te mas aviso desde logo que se isto tudo por um dos teus planos para me humilhares, acredita que não terei pena de ti se o Tom te mete as mãos em cima! – voltava a encarar aquele rapaz.

- Ok, ok…terei isso bem em conta. – ele elevou as mãos em sinal de defesa – Ajudas-me?

- Sim. – respondeu mas não evitou de semicerrar os olhos. Bill sentou-se em frente da “menina de cristal” e logo abriu o livro na parte que considerava a mais complicada de compreender para si – É esta parte com que deves te preocupar em me ajudar seriamente. – falou divertido.

 

Alunas observavam aquela cena anormal num recando da biblioteca todas as manhãs ou tarde, dependendo dos horários daquele estranho casal de recém amigos e colegas de estudo, umas assustadas outras enciumadas – Já reparaste bem, todas as tardes ou manhãs o Bill estuda com a Jane. – comentava com a amiga enquanto observava aqueles dois.

 - De algum modo tenho inveja dela. – a outra comentou

- Completamente. – suspiraram ambas

 - É impossível...á uma semana que te explico e ainda não percebeste. – Jane desesperou num longo respirar fundo.

- Eu bem que te avisei que aqui estava nulo. Nunca ouvi o que o professor dizia mesmo. – encolheu os ombros e recostou-se melhor na cadeira que ocupava. Jane levou a mão à testa e desesperou mais um pouco e Bill divertiu-se com todo aquele jeito, inconscientemente, divertido dela.

- Por favor, a tua irmã de seis anos já saberia isto tudo ao tempo que te explico. – Jane resmungou e Bill amuou - A miúda é mais esperta que tu! - riu-se enquanto via o modo amuado do seu vizinho.

- Hey! – apontou o livro – É para me ajudares e não para ofenderes com essa. – brincou. Ambos riram. Ao longo daqueles dias que passara a estudar junto de Jane, Bill começara a perceber que de facto ela não era assim tão esquisita como ele sempre pensava...e o facto de ele recordar a imagem do corpo bem torneado dela, fê-lo arrepiar-se todo.

- Está a anoitecer. Está bem tarde Bill. Vou indo para casa. – arrumou as suas coisas enquanto o dizia.

- Já? – Bill surpreendeu-se a si mesmo com a questão e elevou-se

- Amh…sim.. – Jane disse – Até amanhã.

- Não. Espera. – ele pediu e Jane olhou-o curiosa - Afinal somos vizinhos do lado, eu daqui também vou para casa. – sorriu-lhe

- Não sei se me preocupe ou se tenha medo de ti Bill. Talvez ambos. – ela disse então

- Óh…meto assim tanto medo? – perguntou, autenticamente, curioso com a opinião da jovem.

- Credo não! – falou nervosa – Não é isso…é que tu és… - comprimiu os lábios

 - …eu sou? – Bill tentou incentivá-la com um sorriso

- Não confio em ti. – Jane terminou por dizer

- Um dia. – sussurrou-lhe ele – Vais aprender a confiar. 

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