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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Inocente VS Playboy - Capitulo 7

por iamcarmen, em 07.05.14

 

 

Olhou-o atentamente, respirou fundo e apressou mais o passo até chegar a seu encontro - Desculpa o atraso! – anunciou subitamente e o rapaz sobressaltou-se pois sua mente havia fechado para unicamente pensar naquela sua vizinha.

 - Amh… ok...certo. – sorriu meio atordoado

- Onde vamos? – ela quis saber enquanto começavam a caminhar

 - Depois verás, agora vamos. – indicou o seu carro e ambos entraram neste; Bill iniciou marcha e logo foi notável que iriam sair da cidade.

- Sinceramente… -ela murmurou enquanto observava as mãos do rapaz sobre o volante do carro – não sei se deva ter mais medo por estar num carro que conduzes se o tenha do local onde me vais levar. – confessou-lhe ao que Bill gargalhou – Estou a falar bem a sério. – arregalava seus olhos – Não achas que vais rápido demais, não? – olhava o velocímetro.

- Tem calma miúda...já tenho um ano de carta. – ele falou, como se isso a fosse tranquilizar.

- Isso não me motiva muito sabes. – constatou Jane com ironia.

- Respira fundo. – comentou Bill num tom divertido e a rapariga tentou focar seus pensamentos em algo saudável mas estar dentro de um carro com Bill a seu lado jamais poderia ser “saudável”.

A viagem para fora da cidade fora relativamente curta, a rapariga observou estupefacto o local onde estava a entrar na companhia de alguém como aquele seu vizinho, era um local que poucos visitavam ainda para mais próximo do pôr-do-sol.

- Vais matar-me em algum local proibido? – questionou de olhos esbugalhados e Bill conteve uma gargalhada.

- É que tu realmente… - suspirou – tem calma. – pediu e olhou-a de relance. Sairam do carro e começaram a caminhar por entre caminhos de terra e rodeado por imensas e densas arvores, salvo um pássaro ou outro pequeno animal nada mais se ouvia em redor.

- V..Vais violar-me? – a pergunta dela gelou o corpo do rapaz e tudo silenciou-se subitamente.

- Mas tu és parva? – perguntou ele

- Ok, ok. – elevou as mãos em sinal de rendição – Eu calo-me. – respirou fundo e seguiu aquele rapaz.

- …realmente… - ele balbuciou e Jane apenas se manteve em silencio.

Chegaram a uma área que anunciava final de local publico e placas anunciaram “Zona Restrita”, Bill ignorou tudo isso e junto de uma arvore e rocha ele passou por uma parte da vedação que, notavelmente, fora corta e facilmente se podia saltar por cima. Desceram uma pequena barreira, passaram por uma antiga mina de cobre, contornando os velhos e pequenos caminhos de ferro para transportar o cobre num passado distante; caminharam por um caminho estreito e escondido e do nada estavam junto de uma espécie de caverna, atravessaram-na e depararam-se com uma espécie de praia fluvial...a água era azul clara e brilhante, podiam-se ver vários rochedos a contornar aquela espécie de praia, depois exisita um paredão que separava a praia de uma espécie de lagoa, em que a sua água era vermelha, de um vermelho místico e brilhante.

- Wow… - Jane não conseguia esconder sua surpresa e encanto por aquele local

 - Bem, o lago vermelho é devido ás minas... e esta espécie de praia fluvial, simplesmente um milagre da natureza. Dizem que estas aguas azuis curam as pessoas das suas dores. – Bill informou-a calmamente.

- C..Como descobriste este local? – murmurou ainda estarrecida com o estranho enquanto daquele sitio.

Manteve seu silencio por alguns segundos, olhando o ponto mais alto dos rochedos que contornam aquela espécime de praia - …todos os anos existe uma prova, para se aceitar pessoal no Gang da cidade. – falou então e Jane encarou-o, sentindo-se logo a ficar arrepiada - eu tentei a minha sorte o ano passado – confessou então.

Jane começou a juntar fragmentos da sua memoria, recordando algo que Bill não falara directamente – O acidente que tiveste o ano passado, que falaste ter sido de carro com um velho amigo teu… - calou-se subitamente

 - Sim eu menti. Ao saltar para a água dali... - apontou o ponto mais alto dos rochedos – acabei por cair mal e desmaiei.

- Óh. – ela guinchou e juntou suas mãos à boca – E depois?

 - Preferi ser apenas conhecido na Universidade do que pertencer a um gang problemático da cidade. – ele falou logo, avisando de algum modo que não iria tocar muito no tema junto a Jane.

Dito isto ele sentou-se na areia, contemplando a luz do, pouco sol que se via, a embater nas águas azul brilhante. Jane agachou-se e contornou seus joelhos com seus braços, olhou o rapaz e tentou saber quais as melhores palavras a dizer – Porque me contas tudo isto? – perguntou timidamente e Bill olhou-a com um sorriso; Jane teve dificuldades em controlar a palpitação agitada do seu coração mas nunca poderia dar “parte fraca” junto daquele moreno.

 - Queres que te seja sincero? – questionou e ela assentiu -  Nem eu mesmo o sei, apenas queria mostrar-te isto. – olhou as aguas cristalinas naquela espécie de praia.

- Obrigada. – ela disse do nada – Isto é muito lindo de se ver. – suspirou. Ela acabou por se sentar ao lado do rapaz, atraindo os seus joelhos para junto do peito e sorrindo para a água, tal como o seu vizinho o fazia.

- Tu…és bonita. – falou baixinho. Jane corou automaticamente, manteve o sorriso em seus lábios e reuniu coragem para olhá-lo.

- Ser…não sou. – disse

- És é complicada. – Bill brincou – Daí que não andas com ninguém, não das grandes oportunidades. – fez a sua língua estalar.

- Tu lá sabes...vizinho. - riu-se como uma criança

 - Então, foi preciso...eu precisar da tua ajuda para o exame, para te...conhecer. – relembrou então

 - Hum…é. Ao que parece. - ela apoiava o seu queixo nos seus joelhos. Bill limitava-se a olhá-la apenas, realmente ela era bem gira, não apenas atraente de corpo, Jane era linda.

Regressaram a suas casas, Bill estacionou o carro e logo saíram deste – Vês Jane, estás viva. – ele brincou enquanto trancava o carro.

- Mas isso foi porque eu rezei todo o caminho. – ela respondeu-lhe e o rapaz perdeu até forças, testemunhando tal a rapariga riu-se

 - bem, amanhã estás livre das aulas e das minhas explicações. – ela relembrava-lhe enquanto ajeitava sua mochila.

 - Não vais á festa na casa de Nicole? – questionou-lhe ele do nada, Jane encarou-o.

 - Bill. – murmurou -  eu não vou a festas e também não fui convidada.

- Mas a Gabi foi, logo tu também estás convidada e se não o foste, diz que vais da minha parte. – replicou ele

- E porquê? Como isso seria o meu “bilhete”? – perguntou surpreendida

- Eu não tenho culpa da Nicole me adorar. – Bill respondeu e logo colocou a língua de fora.

- Tão playboy. – ela tentou ofender na brincadeira e isso só o fez rir. - Boa noite e obrigado mais uma vez. – terminou por fizer e assentiu.

  - Mas vais á festa? – retomou o assunto

- Acho que não. – disse-lhe

- Óh…vai. Sim? – os olhos castanho dele brilhavam por uma resposta positiva da parte de Jane.

 - Não te compreendo. - riu-se ao admiti-lo - Não sei...se a Gabi pedir a minha companhia, talvez vá.

- Sim! – o rapaz mostrou-se realmente contente

- Ok, ok. – agitou seus cabelos e logo com um aceno começou a se despedir do rapaz.

 - Dorme bem! – ele ainda obteve tempo de lhe dizer.

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