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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Inocente VS Playboy - Capitulo 9

por iamcarmen, em 18.05.14

 

Eu realmente lamento imenso toda a minha ausência nos blogs, em especial aqui mas infelizmente não ando com tempo para nada ultimamente. Entre trabalho, curso e por aí...sobra-me só tempo para relaxar um pouquinho e depois é dormir; então ando meio preguiçosa em todos os aspectos de fics =/ 

Desculpa. 

 

 

 

 

Ainda não era considerado “tarde da noite” mas já havia muita gente bem regada a álcool; dois rapazes haviam começado a trocar alguns insultos e provocavam-se a fim de começarem uma luta corporal ali no meio daquele salão.
Jane afastara-se do centro daquela troca de insultos e incentivos de combate, muitos queriam testemunhar mas muitos também queria se manter afastados. A irmã de Tom acabou por se ver perdida entre pessoas que não conhecia de lado algum. – Gabi! – tentou chamar a amiga, caso esta ainda esteve próxima de si – Gabi! – chamou novamente num tom bem mais elevado mas não ouviu resposta e muito menos pode visualizar a sua melhor amiga.

De súbito os dois rapazes alcoolizados iniciaram um combate pessoal, mais se envolveram e Jane cambaleou com o movimentos do pessoal que testemunhava aquela cena; pior aconteceu quando alguém se desequilibrou e acabou por empurrar a rapariga para a área onde quatro rapazes se esmurravam. Jane entrou em pânico, tentou perfurar aquela barreira de pessoas mas estas não lhe dava oportunidade para tal. Gabi surgiu vagamente na linha de visão da sua melhor amiga – Por favor! – agitou suas mãos - Gabi....tira-me daqui. – a outra não a ouvia ou via e com a mesma rapidez com que surgira na linha de visão de Jane, esta desaparecera. – Óh não… - murmurou e lagrimas ameaçavam seus olhos.

Os rapazes continuavam a se esmurrar, empurras e tentar pontapear com mais assiduidade; Jane sentia-se aflita e parecia que o ar em seu redor lhe era negado. Tentava sair do meio daquela confusão...vários rapazes aparecerem para parar a cena de pancadaria e Bill estava entre eles.

- Acalmem-se. – Bill protestou e puxava um dos rapazes atrás, sendo o moreno dos mais altos ali presente ele fazia disso ponto a seu favor para impedir que aquela zaragata se torna-se pior

- Este monte de sheisse meteu-se com a minha namorada! – um dos envolvidos na cena de pancadaria gritou

 – Tua namorada? – um outro protestou – Ela mal te conhece! – gritou de volta

Os rapazes lançaram-se de novo á porrada; mais uma vez Jane foi empurrada e sentia-se a sufocar naquela confusão. Tentou fugir mas não estava a ter mínimo sucesso; alguém pousou a mão sobre seu ombro direito, sobressaltando-a. Entrando em pânico a rapariga olhou atrás.

- Vamos. – Bill falou para Jane, esta suspirou de alivio; o moreno fez sua mão deslizar pelo braço da vizinha e logo envolveu-lhe o pulso e puxou-a atrás de si. Bill era alto e conseguia assim abrir passagem por entre aquela confusão.

- Graças a Deus. – respirava profundamente – Que confusão… - falou para Bill mas este optara pelo silencio – passa-se algo? - pestanejou

- Nada. – olhou-a de volta – Nada. – repetiu com um forçado sorriso

- Hum… - juntou seu dedo indicador aos lábios, pareceu meditar, estudou Bill de alto a baixo – faces coradas, caminhar lento, nenhum comentário e pareces obter suporte através de… - olhou a mão do rapaz ainda em redor do seu pulso – Parece que alguém está com uma boa dose de álcool no sangue. – ele soltou uma breve gargalhada

- E conheces-me assim tão bem, Jane? – ele perguntou

- E..eu via-te ás vezes, quando chegavas bêbado ao teu quarto. – ela acabou por lhe confessar.

- Sem duvida que destrui, mais, a minha imagem. – ele murmurou entre risinhos

- Bem, parece que ultimamente só tens feito coisas as quais deva te agradecer. – disse – Obrigada, Bill. – ele assentiu e sorriu docilmente.

- J..Já podes soltar-me. – balbuciou enquanto olhava novamente a mão dele sobre seu pulso; Bill surpreendeu-a ao mover a mão mas apenas para a envolver com a da rapariga, automaticamente Jane corou.

- Podes perder-te. – brincou com suas palavras a fortificou aquele mãos dada que dividia com a sua vizinha do lado, esta corava mas sorria também.

 

Estavam a uma rua de distancia das suas casas, antes que seguissem seu caminho… Bill parou abruptamente, obrigando a rapariga a lhe seguir exemplo.

- Que se passa? – ela perguntou-lhe e olhou rapidamente para o rosto daquele moreno – Ainda não vais para casa? – franziu o sobrolho.

- Não…quer dizer…..vou para casa mas… - respirou fundo

- O quê? – Jane estava confusa.

Seria mesmo ela assim tão inocente, ao ponto de não se dar conta que ele só queria estar mais tempo com ela? Sozinhos. Bill achava aquela rapariga cada vez mais “diferente” de todas aquelas que ele já tinha conhecido até à data. – Só…quero passear um pouco mais…a teu lado. – confessou-lhe

- Porquê? – perguntou baixinho

- Porque… - encolheu os ombros – gosto da tua companhia. – foi sua resposta. Ela meditou um pouco e depois sorriu como uma criança

- Certo. – falou – Vem. – puxou-o atrás de si, era a sua hora de traçar o caminho a seguir.

Ela puxou-o até ao antigo parque onde em pequena brincava, uma suave brisa vazia-se sentir mas nada que pudesse ser incomodo; Jane sorriu quando ambos entraram no parque, caminharam sobre a areia do parque, acabando por se sentarem cada um em seu baloiço.

- Não exactamente um passeio mas um sitio agradável. – ela comentou enquanto inspirava profundamente.

- À anos que não olho, sequer, para este sitio. – Bill confessou-lhe enquanto olhava em seu redor, recordando sua infância e os breves momentos que passara ali.

- …deixaste de brincar no parque e com os miúdos do nosso bairro. – ela falou

- Sim. Eu devia ter uns… - piscou os olhos

- Cinco anos. – Jane concluiu-o.

- Incrível. – murmurou baixinho e sentiu que era alvo do olhar da rapariga – Apesar de tudo…tens sido atenta à minha vida. – sorriu brevemente

- Costumo ser demasiado atenta, defeito que Gabi não aprova. – riu-se – Tu também sabes algumas coisas sobre mim, à parte de alguns erros. – gargalhou.

- Hum… - passou a encara-la – então diz-me onde errei. -

 - Já estive com rapazes… - falou do nada e logo agitou a cabeça – isto é... sei o que é estar com rapazes, beijos, momentos fofinhos e por aí. – informou-o - De resto, sim, tens razão...coisas mais intimas desconheço. – corou violentamente.

- Afinal não conheço tanto quanto imaginei. – falou e ambos olharam-se divertidos.

- Tu. Por tua vez conheces todas as raparigas da Universidade, estiveste com maior parte delas e nem se fala de outras da cidade. – Jane brincou

- Eí. – protestou – Elas quem me procuram, eu limito-me a lhes responder. – riu-se novamente. Jane continuava a sorrir e assentiu, como aprovando a defesa do rapaz.

 - Será que posso...fazer-te uma pergunta? - arriscou

 - Se eu puder responder.

- Já te apaixonaste de verdade…alguma vez? – perguntou ele. A rapariga olhava-o com um certo carinho, coisa que Bill nunca havia visto no olhar de qualquer outra rapariga que conhecia; Jane negou com um gesto de cabeça.

- Não, nunca. – respondeu de modo mais completo

- Parece que nisso somos iguais. Matéria desconhecida. – disse. Tentava compreender porque queria ele falar aquele tipo de coisas com aquela sua vizinha do lado, tentava compreender porque o fazia sem pensar… não tinha uma resposta para si mesmo. Que se poderia passar consigo?

- Porque falas comigo este tipo de coisas, Bill? – surpreendeu-o com a questão.

- Apenas…falo sem pensar. Quero falar contigo. – encolheu os ombros após

Ela esboçou um sorriso mas não conteve um bocejo e piscar de olhos, anunciado o seu cansaço.

- Então vamos. – Bill falou enquanto se colocava de pé; colocou-se de frente para Jane, aguardado que também ela se levantasse daquele baloiço.

- …espera…. – murmurou ela quando a brisa que se fazia sentir se tornou mais notável e num acto de tranquilidade, Jane fechou seus olhos, sorriu e agradeceu assim aquela frescura no seu rosto.

Num acto inconsciente, Bill agarrou as correntes do baloiço e debruçou-se sobre o rosto de Jane; ela abriu suavemente seus olhos e continuou a sorrir.

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