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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vampire, Blood and Love - 18º Capitulo

por iamcarmen, em 30.03.14

 

 

18º Capitulo

Neyma esqueceu a calma que tinha que ter caso lutasse com humanos, portanto acabou por sufocar uns 10 caçadores, apertando ambas suas mãos na direcção de cada e apertando-a bruscamente até que o humano sucumbisse. – Apanhem a Mestria deles! – alguém gritou. Abby rosnou e acabou por cortar a cabeça do vampiro que atacara a filha com um movimento horizontal junto do pescoço do homem, ataque esse que exigia muito pela concentração e força de alguém da sociedade vampírica. Fingiu-se ofegante e viu as cinzas do vampiro que matara espalharem-se pelo campo que Abby ia varrendo com ataques furtivos.
Neyma correu contra o humano mais próximo da mãe e cravou seus caninos na sua bochecha esquerda o que fê-lo gritar e marcar então a mais nova das vampiras com um chicote banhado em prata mole; a filha da Mestria recuou e sentiu uma bala de prata raspar pela sua lateral direita, arreganhou dentes e logo foi ao encontro daquele que atirara em si e lhe partiu o pescoço em duas partes.

Abby saltou alto para escapar aos tiros com silenciador de que ficara alvo mas não escapando à seta que lhe foi alojada próximo da lombar; olhou furiosa aquele que disparara a seta com a besta e sufocou-o com um gesto idêntico ao que Neyma fizera anteriormente contra dez humanos. Eram imensos, demasiados para três vampiras apenas.
Alinne gritou estridentemente quando uma rede com fios de prata a alcançou, lhe queimou todo o corpo e já ficava de gatas. – Não! – Neyma gritou desesperada mas tinha no seu caminho muitos caçadores e um havia já conseguido agarra-la pelo pulso com um chicote, gritou de novo e movendo a mão livre cortou o chicote, cortando a pele da mão e logo esmurrando o caçador que a apanhara até lhe partir todos os ossos da cara. O humano que apanhara Linne ria satisfeito e dois outros aproximavam-se com cautela da vampira presa para poder imobiliza-la ou matá-la caso impossível a primeira hipótese. – Afastem-se dela, infelizes! – Neyma gritou para eles mas tal não os incomodou - Vou matá… - os três humanos que prendiam e atacavam Alinne morreram de um ápice assim que uma mancha negra passou por todos. Sangue escorria sem pausa de seus corpos sem vida. A filha da Mestria sorriu aliviada assim que viu o seu padrinho cortar aquela maldita rede que ainda prendia Linne.

- Liebe… - Bill falou quase imperceptivelmente para Alinne que quase desmaiara em seus braços. Os olhos castanhos de Bill parecia carregados de um ódio profundo algo que só seculos de existência podia demonstrar, soltou um grito agudo o que fez todos os restantes caçadores de vampiros gritar de dor e alguns até ficarem de sangue nos ouvidos, tal a força e poder do vampiro mais velho.

Abby soltou-se e terminou com a vida de mais uns seis humanos, poisou suavemente no chão e chicoteou tantos outros. Neyma fingiu suspirar profundamente mas logo viu pânico nos olhos de Bill quando alguém cravou uma estaca feita de alumínio no peito da namorada. – Linne! – Neyma ainda conseguiu gritar até ela mesma ser cravada com uma estaca no peito.

*

Sato entrou a correr na mansão dos Kaulitz, logo sendo ultrapassado por pai e madrasta; a própria mãe de Neyma ligara para sua casa a lhe pedir ajuda pois haviam estacas em alumínio e um desenho em prata incorporado na base que vampiro algum conseguia retirar do peito tanto de Alinne como Neyma.
Encontrou todos na sala de estar da mansão, se vampiros conseguissem chorar Jesse e o mordomo da família Kaulitz eram dois que o fariam de momento. – Finalmente. – Abby falou aliviada para o humano presente – Por favor… - apontou Alinne deitada no chão alcatifado da sala, de corpo totalmente rijo e olhos fechados; uma estaca do tamanho de um antebraço de criança de 10anos encontrava-se cravada na zona onde nos humanos bate um coração. Neyma estava em igual estado e Tom quem acabava de a colocar no sofá largo.

Sato caiu de joelhos ao lado de Alinne e puxou lentamente a estaca pois esta era mais pesada que o natural – As estacas tem algo dentro… - o humano falou assim que sentiu algo liquido no interior desta, balançar. Assim que descravou a estaca um cheiro intenso a sangue, sangue estragado fez-se notar por toda a sala. – Que raios! – afastou-se da vampira e esta pareceu ofegar e logo cuspiu sangue da boca, o mesmo sangue estragado que se encontrava no interior da estaca de alumínio.

- Linne. – Bill falou preocupado e logo segurou a namorada pelos ombros, ela gemeu como se algo lhe doesse no estomago e cuspiu mais sangue o que acabou por manchar as roupas de Clarisse e Bill, que eram quem se encontrava mais perto de si.

Sato apressou-se a se juntar ao sofá onde estava Neyma, de corpo hirto e roupas rasgadas e manchadas de sangue; a estaca nela havia sido cravada com mais força, quase a atravessando. O rapaz sentia as lagrimas quererem aflorar mas tinha que se conter para já; retirou a estaca e fez uma careta ao ouvir carne a se revolver dentro da vampira mais nova, acabou por cair para trás ficando sentado no chão, o mesmo cheiro de sangue estragado escapou da ferida que devagar sarava no peito de Neyma, esta contorceu-se e cuspiu mais sangue que Alinne cuspira anteriormente, a jovem acabou mesmo por descair do sofá. Tom tentou alcançar a filha mas esta empurrou-o e parecia sufocar em sangue. – Filha. – Abby falou nervosa e claramente em choro caso possível na sua raça.
O humano recebeu a vampira em braços pois esta descaiu para si, abraçou-a e sentiu o sangue estragado que a morena cuspia ainda tingir seu casaco e blusa na área do peito. Neyma transformou-se assim que ficou próxima do pescoço de Sato mas rapidamente Tom agarrou-a pelos ombros e a afastou do rapaz.

- Larga-me! – ela gritou em protesto para o progenitor

- Não! – Tom debatia-se com a filha, esta parecia desesperada por morder – Afasta-te dele agora se o queres vivo, Neyma! – Tom gritou-lhe quando conseguiu que ambos se encarassem. A vampira mais nova descaiu rapidamente e por pouco não perdeu os sentidos – Calma. – o de tranças pediu-lhe – Calma… - fingiu exercícios de respiração para a filha e esta seguiu-lhe o exemplo - …isso… - fechou os olhos por momentos e olhou de relance para Bill que já entregara seu pulso aos caninos da namorada.

Sato mostrava-se ainda muito confuso e só então viu como Tom Kaulitz apresentava seu antebraço ao descoberto à filha, esta ainda se mostrou receosa mas com um gesto o vampiro incentivou-a; Neyma cravou seus dentes na pele do antebraço do seu pai e este contorceu-se ao mesmo tempo, fazendo logo uma careta e acabando por ficar de joelhos e frente a frente com a cria.

*

Ofegou assim que afastou os caninos da pele do pai e limitou-se a ficar sentada no chão, voltou à sua aparência humana e logo procurou resposta no olhar dos pais. – Sangue estragado. – foi Clarisse quem falou – À dois seculos que não via este método. – comentou antes de se sentar no braço de um dos cadeirões da sala.

- Que tem? – Alinne questionou antes de Neyma o fazer

- Sangue estragado para nós é o mesmo que um vírus grave para os humanos. – Bill respondeu – Contamina o sangue que temos em nós, enfraquece nosso veneno natural e entramos em carência. – explicou o mais velho de todos os vampiros ali presentes – Normalmente utiliza-se como método de tortura a crias incontroláveis mas com os anos outros métodos menos….extremos foram encontrados por nós.

- Definitivamente alguém da nossa sociedade está de trato feito com a Ordem dos Caçadores. – James falou mordazmente – Alguém antigo ou que tenha tido contacto com um. – fingiu inspirar fundo – Mataram todos? – dirigiu-se então a Bill e esse afirmou com um gesto – Podíamos ter um para pressionar…

- Estão demasiado bem treinados. – Tom falou com alguma dificuldade e devagar elevou-se do chão, o pai de Sato anuiu – Se algo do género acontecer novamente… - olhou Neyma e depois Alinne – não bebam directo. Apenas bebam de vampiros com mais de 15 anos de imortalidade. Compreendido? – olhou atentamente a filha e esta assentiu – Se tivesses mordido o rapaz ele poderia não resistir e acabaria por morrer. Raros são os humanos que sobrevivem a isso. Inconscientemente irias contaminar o sangue dele com o estragado que tinhas no sistema, filha. Matá-lo-ias quase de imediato…ainda para mais alguém com menos de 40 anos humanos. – Neyma assentiu e olhou receosa para Sato, este deu-lhe um débil sorriso. – Amanhã poderás mordê-lo…a partir desta hora de preferência. Deixa passar 24horas. – a mais nova assentiu novamente – Abby… - olhou-a – a situação é mais complicada do que imaginamos.

- Certamente não é apenas um vampiro com experiencia ou apenas conhecimento que está a ajudar a Ordem dos Caçadores. – Bill falou friamente – Mas para já…esta zona é a primeira a ser…exterminada desse infeliz que está a criar esta confusão. Um, abatemos hoje mas não será o único. – procurou apoio no olhar de Abby ao que esta afirmou gestualmente. – Vamos? – falou carinhosamente para Alinne e esta assentiu fracamente – Beber e descansar muito, Linne. – falou próximo do rosto dela e deu-lhe um suave beijo na face esquerda. Despediram-se e foram embora assim como Clarisse, James e Jesse, ficando apenas Sato ali que não da família Kaulitz.

Tom indicou uma das estacas a Sato e logo o mordomo da casa trouxe um saco de pano grosso, o humano apanhou a estaca que retirara a Neyma e colocou-a no saco e logo fez o mesmo com a segunda. – Obrigado. – Tom falou num murmúrio para o jovem – Obrigado por ajudares. – falou novamente e deu uma palmada de conforto no ombro do humano, anuiu e afastou-se com o saco de pano grosso.

- Alguém irá levar-te sangue natural ao quarto, filha. – Abby falou com carinho na sua voz dócil – Relaxa num duche, alimenta-te mais um pouco e descansa. – pediu-lhe maternalmente enquanto acariciava o rosto da cria.

- Bem…eu vou indo… - Sato começou por falar

- Não! – mãe e filha falaram ao mesmo tempo o que o surpreendeu – Amanhã é sábado Sato, fica por aqui. Certamente que será bom para Neyma. – a mais velha das vampiras pediu-lhe e o rapaz assentiu. – Descansem ambos e fica tranquilo, também te irão levar jantar ao quarto. – sorriu brevemente e acabou por atrair o humano para si, abraçando-o fortemente. Sato corava violentamente por se ver envolto entre os finos braços da Mestria dos Vampiros, como se ele próprio fosse sua cria. Abby soltou o humano mas sem antes dar-lhe um demorado beijo no rosto o que a fez sorrir depois pois seus lábios ficaram quentes devido ao calor que tingia o rosto do japonês. – És realmente muito bonito, Sato. – admitiu a Mestria e logo piscou o olho à filha e caminhou em direcção à cozinha da mansão.

 

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