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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vampire, Blood and Love - 21º Capitulo - Final de Saga

por iamcarmen, em 06.04.14

 

Olá!

Hoje deixo-te o último capitulo desta fanfiction e assim o final da minha saga "O Beijo do Vampiro". Espero que tenhas gostado de ler tanto quanto eu amei escrever, porque para mim esta saga foi o "my treasure".

Muitíssimo obrigada a ti que leste e comentaste, fico-te realmente muito agradecida e realmente fico feliz. =D

Obrigada.

Fica Bem.  

 

 


 

 

 

 

21º Capitulo

Lea descravou seus caninos do pescoço do humano e pestanejou assim que viu a presença intimista de Neyma e como esta matara aqueles três caçadores com extrema facilidade…coisa de… - Tu és filha da Mestria. – Lea acabou por falar surpreendida com sua própria constatação.

Sato descaiu de lado no chão e com dificuldade respirava e sangue ainda escorria da marca dos caninos de Lea, o humano não conseguia mover-se um milímetro que fosse. – Que foi que fizeste? – Neyma quase rosnou e Lea lambeu seus lábios, saboreando as ultimas gotas do sangue de Sato.
Jesse assustou-se pela primeira vez na vida e imortalidade sua com Neyma assim que esta partiu uma das grossas algemas de prata e logo abriu a mão e a fechou rapidamente sem dar oportunidade de defesa a Lea, a loira agarrou-se a seu peito e caiu de joelho, sufocava por dentro, seus olhos mais abertos de aflição não iriam ficar…tentou falar mas não teve condições. – Morre. – a morena falou com frieza.
O humano ali presente conseguiu algumas forças para esticar seus braços e assim elevar ligeiramente o tronco do chão, pronto a se arrastar para longe daquela vampira psicótica.

- Não…vou…sozinha… - foi tudo o que Lea falou antes de atravessar o peito de Sato com suas unhas grandes e mão fina.

- Sato! – a filha de Tom gritou com todas as suas forças. A porta de metal da garagem abriu-se e ficou amolgada com tal fúria de ar que lhe lançaram; Jesse viu-se livre da rede assim como Neyma, esta tentou levantar-se mas não conseguiu forças pois tinha abusado no “aprisionamento” a Lea.
A vampira loira explodiu em cinza assim que Abby agarrou uma seta de prata e a cravou no seu peito; fez uma careta ao sentir o aroma do sangue de Sato, este contorcia-se no chão e juntava ambas as mãos ao pequeno buraco que lhe haviam feito no peito, bem próximo do coração. – Não…não… - Neyma soltou-se da ultima algema antes que Tom o fizesse pois terminava de livrar Jesse, o vampiro mais velho só teve tempo de puxar a filha atrás e atira-la com alguma agressividade contra o melhor amigo desta.

Jesse compreendeu porquê Tom fizera aquilo…o coração de Sato não era mais sentido pelos vampiros, não batia mais. Agarrou a melhor amiga pelos braços, fazendo uso de todas as suas forças para a controlar.

Abby descaiu de joelhos ao lado do corpo do rapaz japonês e pousou a cabeça deste sobre seu colo, queria chorar e gritar de dor mas não conseguia ou não podia; afagou os cabelos castanho quase cobre de Sato e entrelaçou sua mão esquerda com a direita deste, o corpo estava a ficar frio. – Por favor....não…Sato…não…não… - Neyma debatia-se com Jesse e sofria, sofria profundamente tanto que doía no interior de Tom ver a sua filha assim – Volta… amor…volta… - ela falou num fio de voz e parou com sua agitação física; acabou sentada e de rosto escondido contra o peito do melhor amigo e deixou de fingir sua respiração. Esgotara-se.

Abby pestanejou e voltou a conferir o que acabara de sentir, Tom olhou-a e não compreendia o que colocava aquela morena agitada; foi então que a Mestria se transformou e cravou seus dentes no seu próprio pulso, entreabriu a boca de Sato e começou a fechar a mão e cravar violentamente as suas longas unhas na palma da mão, fazendo mais do seu sangue escorrer para dentro da boca do humano. – Abby! – Tom exclamou assustado – Que estás a fazer? Enlouqueces-te? – aproximou-se e tentou afastar a mão da esposa de junto da boca de Sato, esta olhou-o irritada…muito irritada pela sua intromissão.

- O coração dele ainda bate, muito mal mas bate, Tom! – a Mestria informou apressadamente e olhou Neyma mais atrás que havia acabado por sucumbir ao esgotamento de força naquele dia, ficando inanimada ao colo de Jesse.

- Para com isso! – Tom resmungou e só para esclarecer tudo juntou seus dedos ao pescoço do humano e surpreendeu-se ao sentir o coração deste a bater quase imperceptivelmente – É impossível. Ele morre. – anunciou pesadamente e Abby cravou mais as unhas na palma da sua mão para impedir que a ferida sarasse antes de dar mais do seu sangue ao rapaz – Abby… - falou impaciente – sim o nosso sangue ajuda a melhorar o tempo de vida dos humanos mas Sato está praticamente morto não à volta a da…

- Cala-te Tom! – Abby gritou-lhe impaciente – Eu sou Mestria, o meu sangue é o mais poderoso de todos os da nossa espécie. E se poder salvar este rapaz…eu salvo-o. Porque prefiro morrer a ver a minha própria filha a se esgotar de sofrimento. Ela ama este humano, Tom. Neyma ama-o demasiado. Não vou perder. Não irei permiti… - calou-se.

Jesse elevou seu olhar da melhor amiga ainda desmaiada em seus braços e olhou na direcção do local onde os outros três se encontravam, ficou boquiaberto – Ele…vive… - murmurou fracamente ao sentir o coração de Sato ganhar força.

- Não tem força suficiente para sobreviver a uma transformação, Abby. – Tom advertiu-a assim que viu que esta se preparava para cravar o lado direito do pescoço de Sato com seus caninos. O modo frio com que a Mestria olhou o seu marido arrepiou-o de modo assustador.

- Ele vai conseguir. – Abby defendeu

- …não… - Tom ripostou e a Mestria deu mais do seu sangue aquele humano, o de tranças fez uma careta e acabou por se ajoelhar ao lado do corpo de Sato.

- Que pretendes… - tentou a morena falar mas Tom enterrou suas presas no lado direito do pescoço do humano. Jesse via aquele estranho e assustador ritual, nunca antes imaginado e fez uma careta, sentiu-se meio nauseado…era muito sangue e veneno junto, cuspiu algum sangue estragado que lhe haviam inserido no corpo.
Abby parou de escorrer do seu sangue para o interior da boca de Sato e sorriu satisfeita quando notou que o rapaz engolia com alguma dificuldade; Tom injectava mais do seu veneno no rapaz do que alguma vez fizera nas poucas transformações que havia exercido mas sentia o corpo humano a recebê-lo lentamente. Afastou-se e acabou sentado no chão e ofegou, sentia-se cansado e observou Abby, esta acariciava o rosto do japonês e esperava sentir algo que anunciasse que a transformação havia sido bem sucedida. - …Sato… - murmurou a Mestria num fio de voz.

Tom Kaulitz sorriu de alivio assim que sentiu o seu veneno a dominar os órgãos de Sato Takeru, sentiu como o sangue do humano se misturava aos poucos com o veneno de vampiro e dali se começava um novo veneno; o coração parou totalmente mas apenas para se transformar num coração de vampiro, resistente a tudo excepto prata. Do nada aquele japonês gritou como se o estivessem a queimar com o fogo mais quente de todos daquele e outro mundo, contorceu-se e abriu os olhos de súbito, parecia engasgar-se…sufocava depressa demais e logo a Mestria o agarrou pelos pulsos e o rapaz agarrou-se a si com brusquidão, gritava, gritos horríveis de dor. Tom afastou-se e ficou a sentir atentamente o seu veneno a se misturar com o sangue humano e transformar-se – D..ói… - Sato falou num sufoco – Itai…itai…Abby…itai… - chorou até as lágrimas se secarem e deixarem de existir.

- Shiuu… calma…calma… - a Mestria falou com ternura e fez nova careta assim que Sato lhe apertou os pulsos e parecia capaz de lhos partir.

-…itai… - terminou de falar e desmaiou. Tom voltou a se aproximar de Sato e logo puxou o japonês, colocando-o as suas cavalitas e tendo Abby a ajeitar a cabeça deste no ombro do marido.

- Agora é esperar para a transformação se concluir, liebe. – o mais velho dos vampiros disse num vago sorriso e logo foi rapidamente beijado.

*                

Despertou lentamente, sentia-se fechado em algum lugar escuro, quase entrou em pânico e começou a passar as mãos pelo corpo constatando que estava unicamente com umas calças de algodão vestidas; moveu-se e ficou ainda mais assustado, estava tudo escuro e estava preso em algum local apertado.
Estivesse onde estivesse havia uma tampa pois esta começou a se abrir e uma mínima claridade tocou seu corpo, elevou o tronco e ficou sentado ali; olhou em redor e surpreendeu-se ao encontrar Abby sentada num banco de madeira mais a seu lado, a vampira estava de perna trocada o que lhe revelava muito destas graças aquele curto e largo vestido, tinha um copo grande na mão direita e sorria. – Bem-vindo ao mundo da imortalidade Sato Takeru. – Abby falou com ternura na sua voz.

O rapaz saiu daquele…caixão…camara frigorifica e logo sentiu-se intimidado assim que reparou naquela vampira a olhá-lo satisfeita pois ele encontrava-se unicamente de calças vestidas, baixou o olhar e foi aí que se deu conta que não estava a respirar. Abby elevou-se do banco e caminhou para junto do japonês, sorriu de canto e começou a rondá-lo como estudando cada pormenor do seu corpo o que o colocou mais nervoso ainda. – Q..Que se passou? – falou ainda confuso.

- És um vampiro agora, Sato. – Abby murmurou próximo da sua orelha esquerda e logo riu-se como uma criança.

- Eu… - agitou os cabelos – Lea atacou-me, atravessou-me com a mão…matou-me. – a Mestria negou.

- Por momentos pensamos que estavas morto é verdade mas eu senti que ainda resistias e dei-te forças…até Tom conseguir morder-te e transformar-te assim.

- Deste-me forças? – questionou mais confuso

- Dei-te algum do meu sangue, obriguei-te a bebe-lo. – suspirou ficticiamente

- Porquê?

- Iria e faria tudo, realmente tudo para te salvar…para não perder parte da minha filha com a tua perca. – anunciou confiante – Se chegares a ser pai… saberás do que falo.

Sato fingiu por inspirar fundo e o forte e tentador aroma de AB atingiu-o como um raio, a mulher vampira apresentou-lhe o copo que tinha em mãos e ele aceitou-o rapidamente e em dois goles bebeu todo aquele sangue natural do tipo AB. – Bem-vindo! – ela disse contente e moveu brevemente a mão esquerda o que fez a porta daquele quarto se abrir totalmente.

- Á quanto tempo estou aqui? – perguntou à Mestria

- 24 horas, Sato. Neyma esgotou-se…creio que descobriras rapidamente o caminho até ao quarto dela. – sorriu de canto e fez sinal para que o rapaz fosse embora dali – E Sato… - ainda falou e este olhou-a atentamente – a tua presença é mais forte que outras e teu apetite será mais voraz… bebeste o meu sangue em humano e em vampiro, bom…enquanto se iniciava a transformação. Portanto vais ser um vampiro muito energético. – piscou-lhe o olho e se o novo vampiro pudesse corar estaria a faze-lo violentamente naquele momento.

*

Afastou-se da camara frigorifica de Neyma e treinou o seu fictício respirar fundo – Neyma. – falou no seu tom de voz habitual e do nada a tampa da camara elevou-se rapidamente e a vampira saiu de um salto dali e “atacou” Sato, empurrando-o bruscamente e fazendo-o embater de costas na parede. – Eí… - resmungou apos dar uma cabeçada.

- Estás vivo. És vampiro. Eu amo-te! – Neyma falou com um sorriso desarmante nos seus lábios cor de cereja e logo foi beijada de modo sufocante pelo rapaz. O casal abraçou-se fortemente e simplesmente se entregaram a beijos extensos.

- Agora não te livras de mim com facilidade sou demasiado viciado em ti. – comunicou-lhe.

- Liebe…por mim até casamos já amanhã ou hoje mesmo. Sério. – beijou-o fugazmente.

- Amo-te.

 

{Done}

 

 

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