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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 11

por iamcarmen, em 23.11.14

 

11º Capitulo

Em algum momento daquela agitada noite quente, Tom havia perdido de vista o seu irmão gémeo e a sua amiga de sempre e isso não o deixava nem um pouco tranquilo. Tentou falar com Bill mas este nem se dignara a lhe responder á chamada. Não poderia ser, de facto, possível…que Aria e Bill estivesse envolvidos mesmo a serio? Ou simplesmente poderia?

Olhou relutante para o seu relógio de pulso, acabavam de dar as 03h da noite. Bebeu mais um pouco da sua bebida e sentiu alguns olhares carregados de luxúria de duas raparigas atraentes que estavam a seu lado ao balcão; até que ele se poderia meter com uma delas ou mesmo com ambas, mas estava demasiado inquieto e aborrecido pelo facto de não ter Aria por perto.

Pouco demorou até Tom se dedicar definitivamente a beber e a dançar como se ajeitava pela pista de dança do bar, uma das raparigas que até á pouco lhe havia lançado olhares provocadores acompanhava-o agora naqueles simples movimentos de dança e tentava conhecer o rapaz o melhor que poderia. Apesar de estar rodeado por várias pessoas no local onde se encontrava, Tom conseguiu vislumbrar o seu irmão gémeo junto do balcão a fazer um pedido; cuidadosamente o das tranças afastou-se da pista e foi ao encontro de Bill, este encarou-o já de bebida na mão.

- Onde raio te metes-te com a Aria? – Tom atirou logo a pergunta ao irmão

- Com calma irmão. – Bill respondeu-lhe com um sorriso resplandecente

- Por favor… - revirou os olhos – tem estado no bem bom, certo? – franziu o sobrolho ao pronunciar tais palavras e para pior por imaginar tanta cena pouco digna.

- Sejas bem reaparecido, Bill. – Kevin também resolver surgir á vista dos restantes – Sumis-te juntamente com a Shay. Nada mau, meu. E que tal?

- Que tal o quê, exactamente? – Bill provocou

- Não te armes em ignorante, Bill. – Tom protestou – Já agora…onde deixas-te a …Shay? – olhou em redor numa tentativa de encontrar aquela loira de olhos verde brilhante

- Não faço ideia onde possa ela estar. – o mais alto dos gémeos respondeu; Kevin olhou-o meio desconfiado – Juro! – afirmou e bebeu por fim um pouco da sua bebida – É verdade que nos afastamos daqui juntos, mas não temos estado juntos…juntos. – tentou explicar e então fora a vez de Tom o olhar desconfiado – Sério, meu! – sorriu – Só sei que ela falou um pouco comigo mas sobre nada em especial e depois saiu do bar.

- Isso foi á coisa de duas horas, Bill. Não me fodas. – Tom protestou – Obvio que estás com conversas de distracção

- Acredita no que quiseres, mano. – riu-se e afastou-se de ambos os rapazes que o observavam – Eu vou aproveitar um pouco a pista de dança, ok. – disse e assim o fez

- Meu…fiquei sem saber o que aconteceu á Shay, no meio da conversa toda. – Kevin relembrou ao olhar para o colega de trabalho

- Escusas de me olhar. Sei o mesmo que tu, meu. – disse

+++

Certo fora que Aria nunca mais deu sinal de existência o resto do fim-de-semana, mesmo com Tom a tentar contacta-la ao longo do domingo inteiro. Sumira de súbito aquela atraente loira.

A manhã de segunda começara animadora, aquelas tempestades estranhas de inicio de Verão pareciam, aparentemente, desaparecido; o sol brilhava imenso e o calor começara a se sentir.

- É certa impressão minha ou… - Thomas comentava em jeito de confissão pessoal ao seu colega – a nossa chefe de departamento está seriamente irritada com algo? – Dália Kraft mostrava mais irritada que o habitual mas curiosamente ainda não havia implicado com Tom, mesmo tendo este chegado uma hora atrasado ao Departamento.

- Se calhar o fim-de-semana correu-lhe mal. – Tom comentou enquanto espreitava com curiosidade o ecrã do seu telemóvel.

- Podes parar com isso? – Thomas voltou a falar – A sério…não tens parado de olhar para o teu telemóvel a manhã toda. Estás á espera de alguma chamada importante?

- Provavelmente. – o outro respondeu

- Algo a ver com a missão que temos em mãos? – questionou e Tom nada lhe disse – Isto está definitivamente a ser uma segunda-feira bastante estranha. A chefe anda possessa, tu estás demasiado atento ao telemóvel, o alto intendente informou que o caso da dita caçadora de traficantes e aliados do Krunt estava fora da nossa análise e cenas outras, portanto…fomos afastados dessa tipa…mas ninguém recorda que essa assassina anda a se meter com os suspeitos da nossa missão.

- Sei disso, Thomas. Mas julgo que é melhor assim…concentrarmo-nos unicamente em encontrar o Krunt…antes dessa mulher e levá-lo á justiça.

- Para quem na sexta estavas tão decidido a apanhar a tipa… - falou; Tom ia tentar dar uma resposta razoável mas o súbito silencio que se abateu sob o Departamento fê-lo procurar a razão de tal; Não esperava deparar-se com “aquela” razão do silencio. – Quem é a bomba loira? – assobio baixinho um piropo. Aria caminhava com extrema confiança pelo Departamento, todos os olhares estavam depositados em si; ela vinha com umas justas calças negras vestidas que assentavam lindamente nas curvas da anca e rabo dela, a blusa que combinava era rosa e muito sugestiva, os longos cabelos loiros estavam apanhados num alto rabo d’cavalo e o toque final eram as sandálias de salto quase agulha.

- …é louca… - Tom deixou escapar e antes que o seu colega o questiona-se sobre o “de onde” conhecia Aria, ele saiu da sua secretária e foi ao encontro da rapariga – Ficas-te completamente louca? – ele perguntou num tom baixo para ela

- Mandaram-me vir aqui. – ela falou com um sorriso querido – Saudades disto. Mudaram imensa coisa.

- Sim, sim…os teus superiores tem noção do que estão a fazer ao te mandarem aqui? – Aria parou de caminhar mas não deixou de sorrir; Tom olhou para onde a rapariga olhava de modo tão divertido.

- Que fazes aqui? – Dália questionou, notavelmente, pouco á vontade

- Podes ser tu quem dirige este departamento…mas terás que aprender a tua posição perante mim, Kraft. – Aria disse. Foi ver Tom perder qualquer reacção.

- Julguei que…por razões obvias…estavas impedida de vir a este Departamento…aliás a todo este edifício da Policia. – a ruiva continuava a se defender agressivamente

- Ainda não consegui compreender o porquê de implicares comigo. – Aria falou – Acabamos de nos conhecer, Kraft.

- Nem que te conhece-se á anos…agente. – fungou – Simplesmente não estou de acordo com a tua…chegada.

- Não sei porquê. – encolheu os ombros – Estamos a trabalhar na mesma missão. Oficialmente, passei a dirigir a equipa que está encarregue da Missão de Krunt. – Tom recuou inconscientemente e todos os elementos da sua equipa de investigação aproximaram-se.

- Como é? – o das tranças falou – Vais…dirigir a minha equipa.

- Exactamente. Uma vez que a Interpol entrou oficialmente nesta missão…é ela quem dirige. – Aria falou de novo com um sorriso – Vai ser giro…ter-te ás minhas ordens, Tom. – notavelmente havia um tom de puro divertimento nas palavras da loira

- Não admito! Sou eu quem dirige o Departamento. – Dália ostentou. Aria retirou uma carta com o símbolo da Interpol e entregou-o á ruiva que estava á sua frente.

- A missão do Krunt…é minha. – a loira falou e encarou Tom olhos nos olhos – Já estou ocorrente de todos os desenvolvimentos. – falou então – Não preciso que me informes.

- Mas…mas… - queria chamá-la pelo seu nome, mas falá-lo em frente daquela gente toda seria o mexer com lembranças do passado e se a reconhecem de imediato..?

- Chamo-me…Shay. – Aria falou para os, notáveis, elementos da equipa constituída para trabalhar na missão do traficante de armas e drogas – Representante da Interpol em território Alemão. – informou com confiança na voz.

Dália não conseguia disfarçar a irritação que sentia naquele momento, olhou por momentos para Tom como se o tentasse puxar para si com os olhos; Aria sorriu ao reparar no modo como a chefe de departamento do seu ex-companheiro o olhava, sorriu mais uma vez e aproximou-se de um modo ousado do de cabelo entrançado. Tom olhou-a com muita atenção e tentava compreender o porquê daquela…notável…aproximação provocante.

- Que se passa contigo, mulher? – questionou-lhe

- Adoro que me olhes desse modo inquieto, Tomy. – Aria sussurrou-lhe ao ouvido e ele sentiu o arrepio a lhe percorrer as costas – Talvez um dia voltes a me olhar daquele adorável modo de sexta…puro desejo. – continuava a lhe sussurrar

- Para com essas cenas A…amiga Shay. – disfarçou

- Tu vens comigo. – ela disse então e praticamente puxou o rapaz consigo para fora do departamento de investigação criminal.

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