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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 12

por iamcarmen, em 29.11.14

 

12º Capitulo

Deu por si a caminhar em silêncio ao lado de Aria num corredor pouco usado do edifício da policia, olhou a rapariga com curiosidade mas esta parecia meio perdida em pensamentos.

- Recordas o que fazíamos quando não havia nada de importante para fazer no Departamento? – a pergunta dela rompeu o silencio daquele corredor

- Terminava-mos o turno mais cedo e íamos beber para o pub na outra rua ou então…

- …organizávamos jogos de cartas animados na sala de convívio do edifício. – ela completou – Daí que ninguém reparava que eu era uma rapariga… - suspirou – comportava-me como um rapaz…agia e falava como um. Estranho mas era assim que conseguia ter amigos verdadeiros por aqui. Recordei tanto os dias que passava aqui…contigo e os restantes…essas memorias mantinham-me com energias para continuar esta missão que por pouco me valia a vida. Depois alimentava a raiva por ter ficado sozinha entre aqueles destroços do barco, parte da minha consciência procurou vingar-se de ti em primeiro.

- Eu não te abandonei, Aria. – ele falou em surdina – Simplesmente o que restava do barco de cruzeiro tinha sido sugado para o fundo do mar, a tempestade não facilitava a visibilidade, restava-me chamar-te e procurar-te ás cegas, não tive resposta…o capitão do cruzeiro puxou-me para o bote de salvamento e impediu-me de me afundar com os restos do barco. Ao longo destes três anos…nunca deixei de pensar naquilo que havíamos vivido neste edifício e fora dele, recordei-te quase todos os dias e jurei que me vingava do Krunt. Podes imaginar o quanto foi…assustador encarar contigo, viva e fisicamente mudada.

- Até nem mudei tanto assim, Tom. – ela replicou – A diferença que vês em mim é que…agora faço uso da feminilidade de que sou dotada, nada mais.

- Sim… - murmurou

- Sabes porque a tua chefe não me suporta por perto? – pararam de caminhar e encararam-se – Deves muito bem notar que ela apenas implica contigo porque sente uma atracão sexual por ti…assustadora. Dificilmente controlável. – ele não respondeu – Saber que eu voltei e que antes fora a tua melhor amiga e juntos éramos uma equipa bem unida e assustadora para os nossos inimigos, é como uma ameaça. E também ela olhou para mim e viu-me uma ameaça maior devido…ao meu jeito de ser e…aparentemente pela minha imagem atraente.

- Dália e eu conhecemo-nos um dia antes de ela entrar no Departamento para o dirigir.

- Eu sei. – Aria disse - E sei também que dormiram juntos nessa noite. – sorriu – Nisso não mudas-te nem um pouco, Tomy. – ele sorriu

- Não passou dessa noite. – ele recordou – Mas para ela tinha sido um autentico crime e passou a fazer de mim alvo para as suas implicações. – encolheu os ombros

- Agora eu voltei e ela já não é a mulher que está no teu Departamento e te tenta controlar.

- Achas que tu…me podes controlar? – Tom provocou

- Tom…por favor…sabes muito bem que o meu espírito rebelde tomou-te. Éramos novatos no Departamento todo e nada nos parecia impedir, sabes o quanto fomos reprovados. Mas continuamos e quando deram por isso…éramos os melhores em campo…tu recebias uma ordem especial para poder usar piercing em horário de trabalho e eu não era marcada em caderneta pelos meus actos vadios. – ambos sorriram – Causamos imensa inveja.

- E por isso tudo do passado…achas que me podes controlar, certo? – voltou a provocar

- No passado descontrolei-te…agora…posso controlar-te. – ela falou no mesmo tom de provocação

- E como farias isso, Aria? – cruzou os braços ao peito – Recordo-te que estives-te morta para mim por três anos.

- E saberes que estou viva foi a melhor noticia do ano para ti. – sorriu-lhe

- Achas-te muito. – atirou – Lá por dirigires a minha missão nada significa mais.

- Não queres que te controle por algum motivo. – ela disse

- Motivo algum. – respondeu-lhe

- Tenho plena consciência que não me temes…e sei igualmente que não pretendes ultrapassar-me… o motivo é outro.

- Qual seria esse suposto motivo? – começava a se divertir com a conversa

- Antes eu passava por despercebida mas agora… - estalou a língua – a minha ausência tocou-te mais do que o suposto, Tom. Desejas-te vingar-me e sofreste com a minha falta na tua vida. – aproximava-se dele – Sei que sonhas-te com tudo o que tínhamos dividido…a nossa amizade, o nosso trabalho…tudo… - Tom podia já sentir a calma respiração daquela loira junto dos seus lábios, desejava voltar a provar o picante sabor dos lábios carnudos de Aria, deseja de facto…mas a coragem para se atrever parecia ter-se ausentado subitamente. – Nunca repares-te em mim de outro modo e só Deus sabe o que me custou em dados momentos, Tomy. – pouco faltava para acariciar os lábios do rapaz com os seus – Agora não trabalhamos no mesmo departamento e agora…eu quero aquilo a que tenho direito. Porque mereço. – sorriu ligeiramente e roçou os lábios pelos dele. – Que te parece? Controlo-te aí ou não?

Tom uniu uma das suas mãos a uma das faces de Aria, as suas bocas juntaram-se e o beijo surgiu; de novo sentia-se aquela paixão picante, as suas línguas misturavam-se de modo surpreendentemente único, a respiração de ambos alterou-se com o desejo que sentiam; a outra mão do rapaz juntou-se á delicada cintura de Aria e assim manteve-a bem junto de si, fazendo o que podia para impedir uma abrupta separação. O corpo da rapariga foi ao encontro da parede daquele silencioso corredor, foi esmagada pelo corpo de Tom e o beijo que trocavam tornou-se mais intimo, mais carregado de desejo e cheio de paixão avassaladora. As mãos dele ficaram ambas junto da cintura da rapariga, como possuindo-a assim, não queria ver-se separado de Aria, ansiava por ela em demasiado; os beijos mantinham-se, eram constituídos por uma sufocação inimaginável, aqueles dois queriam-se imenso.

Tom passara a arrastar as mãos pelo corpo de Aria, deixando um rasto de carícias adoráveis, os beijos mantinham-se perfeitos e únicos; alcançou o local logo a baixo do peito da rapariga, arrastou o polegar por cima do decote, tocando suavemente os seios dela; Aria por sua vez depositava carícias amorosas ao longo das costas do rapaz, por baixo da t-shirt, por vezes deslizava as mãos para a barriga e peito de Tom, deliciando-se com o toque e calor da pele dele.

O inesperado toque de um telemóvel interrompeu os beijos e os mimos, Tom pigarreou e foi mesmo bater com o punho esquerdo na parede; Aria sorriu, beijou-o uma última e rápida vez e atendeu o seu telemóvel, embora ainda estivesse a ser comprimida pelo corpo do rapaz.

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