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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 13

por iamcarmen, em 05.12.14

 

13º Capitulo
Quando um dos conhecidos associados de Krunt deu entrada na sala te interrogatório, Tom sorriu satisfeito, afinal o plano que ele havia elaborado e colocado em andamento á quatro dias havia dado bons resultados. Foi o bater de pé que o trouxe de novo aquela sala observatório, olhou para a sua chefe de Departamento e recordou as palavras de Aria…Dália estava de facto possessa com todos os acontecimentos de ultimas horas.
- Que se passa chefe? – quando ele proferia “chefe” era sinal evidente de gozo
- A tua amiguinha de meia tigela anda a ter mão sobre tudo. – resmungou – Vem do outro mundo e arma-se logo em chefe disto tudo. Falta de respeito para com aqueles que se esfolam a trabalhar para esta missão ao longo dos últimos três anos. – cruzava os braços ao peito – Não faz nada aqui aquela…Näzir.
- Se fosse a ti tinha cuidado com essa irritação toda, Dália. – Tom respondeu-lhe enquanto a deixava de olhar
-Deves estar encantadíssimo da tua vida, não Kaulitz?! – a ruiva atirou
- E isso seria porquê? – voltou-se de novo para a mulher
- Porque a tua adorada amiga e colega sobreviveu. – disse
- Todo o meu choque do regresso dela passou no fim-de-semana. – comentou
- Portanto…tiveste um fim-de-semana e tanto. – voltava a resmungar
- Por acaso ainda defendo que o meu irmão e Aria tiveram algo caloroso no sábado á noite. – riu-se, mas no fundo não achava piada alguma aquela ideia.
A porta da sala de interrogatório abriu-se, através do vidro negro de observação Tom e Dália depositaram a atenção naquele homem de barba por fazer, jeans desgastadas e camisa axadrezada; Aria entrou totalmente na sala e foi sentar-se em frente do tipo, colocou uma pasta creme sobre a mesa e sorriu para o tipo.
- Finalmente, não é verdade. – falou para o tipo e este olhou-a de frente – Passaram três anos desde a ultima vez que te vi, Morgan. – continuava sorridente
- E você é? – quis o homem saber
- Óh…sou só uma velha conhecida do nosso amigo Krunt. – falou com algum sarcasmo
- Será que me poderia informar o porquê de eu estar aqui. – indicou em seu redor – Não estava a cometer nenhum crime.
- Morgan. – suspirou – Ambos sabemos que a tua vida é um crime completo. Começando por…acusação de trafico de estupefacientes, entrada ilegal na Europa com um carregamento russo de armas…igualmente ilegais no nosso pais, depois temos ocultação de cadáver, recusa a dividir informações com a Policia, tentativa de explosão de um Departamento de Investigação Criminal em França e…para finalizar… tentativa de homicídio de uma agente da policia alemã.
- Até poderia aceitar todas essas acusações que acaba de enumerar…mas essa ultima…desconheço totalmente. – Aria retirou uma foto da pasta que havia trazido consigo e fê-la deslizar pela mesa, o homem olhou a foto e nada comentou
- Talvez apenas te recordes de mim…nesta altura. – ela indicou; Morgan empalideceu de súbito e olhou de novo a agente da Interpol nos olhos, pestanejou algumas vezes e engoliu em seco – Estamos falados, não? – continuava sem obter uma palavra do homem – As provas que temos são irrefutáveis, Morgan. Tens estado na mira da Interpol aqui na Alemanha e a Policia alemã também tem feito umas quantas missões á tua conta, portanto…
- Desejo então um advogado. – o homem falou por fim
- Óptimo. Aposto que nenhum se vai negar a este caso tão…elaborado. – gozou um pouco e Morgan mostrou-se desconfortável – Espero que comece desde já a se familiarizar com as nossas celas, Morgan. – saiu da cadeira, apanhou a pasta creme e a sua própria foto de á três anos atrás, foi abrir a porta da sala e logo dois agentes da policia entraram e foram algemar o homem.
- É apenas isto que ela faz num interrogatório? – Dália guinchou
- Temos todas as provas para detê-lo. Não á mais nada a falar sobre isto. – Tom defendeu.
- Como raio esta loira é solicitada pela Interpol? – mostrava a sua indignação
- Trabalho em missões do arco-da-velha. – Aria falou de repente conforme abria a porta da sala de observação; Dália encarou-a olhos nos olhos e a sua pele tomou um tom mais encarnado.
-Estou faminta. – Aria anunciou como se não reparasse no modo como era olhada pela ruiva presente – Vamos almoçar, Tom? – este assentiu divertido e passou por Dália, ouviu-a ranger os dentes e divertiu-se ainda mais.
+++
Tinham escolhido uma pizzaria próxima do edifício da Policia como local onde almoçar; esperavam os seus pedidos e tentavam colocar toda a sua conversa em dia.
- …estás a provoca-la de propósito. – Tom falou quando o assunto era Dália Kraft
- Eu? – bebeu um gole da sua coca-cola – Não mesmo. Ela é que se inquieta com muito pouco, sabes. – esclareceu
- Claro. Do nada tomas-te a liderança da missão que organizo. Dália sente-se…ameaçada por ti.
- Ela que não fique. Assim que Krunt for apanhado eu deixo de me meter nas vossas coisas, a não ser que numa outra missão seja requerida. – sorriu rapidamente; estranhou o silencio do amigo e então encarou-o – Então? Porquê do silencio?
- Para onde vais quando a missão sobre o Krunt terminar? – perguntou ele
- Não sei. – encolheu os ombros – Para a missão onde for necessária.
- Vais voltar a ficar na incógnita de novo, não. – olhou pela janela e semicerrou mesmo os olhos quando a claridade do dia foi mais forte.
- Sinceramente não sei. Mas da Alemanha não devo sair. – sorriu – A minha ordem para matar limita-se a terreno alemão apenas, portanto…missões arriscadas só por aqui mesmo.
- Se eu te disser… - Tom começou a falar – que te quero de novo por perto. Que tens a responder-me?
- Que bates-te com a cabeça. – respondeu-lhe automaticamente – Que me lembre…não eras muito dado á importância da proximidade comigo. – riu-se
- Isso…foi á três anos atrás, Aria. – encarou-a de novo – Saber que estás bem foi a melhor noticia que poderia receber nos últimos tempos. Agora…vimos cada vez mais próximo o final desta longa e enfadada missão e logo volto a perder-te de vista. Como se não tivesses regressado.
-Não julgues que trabalhar para uma agencia como a Interpol é como nos filmes, Tomy. Temos vários tipos de missões e ordens mas não somos obrigados a sumir do mapa. Isso fica para os agentes infiltrados ou aqueles que tem ordens explicitas a nível mundial. Estou apenas á três anos ingressada na Interpol, tenho 25 anos, meu. Quando atingir os 45 posso usufruir da minha reforma. – gargalhou – Não ando propriamente em sombras. Apenas… - respirou fundo – não posso voltar para a minha família, mas isso ficou esclarecido quando ingressei. Morri para eles.
- Porque não morres-te para mim também?
- Era para o ser…mas…a missão que nos separou obrigou-nos a nos unirmos de novo, Tom. Recebi as minhas ordens e cumpro-as. Claro que…aparecer á tua frente assim do nada e informar-te que sou eu…bem…ia saindo caro mas…eu disse-te naquela manhã, só juntos podemos terminar o que começamos naquela noite no barco de cruzeiro.
- Mas pessoalmente…se tivesses acesso á tua família…quererias também novo acesso a mim? – entrava em caminhos novos com aquelas perguntas.
- Se me estás a perguntar se, pessoalmente, quero estar contigo. Creio que a resposta já foi mais que obvia.
- Sentirmo-nos atraídos um pelo o outro não se trata do mesmo do que…
- …desejar-te mesmo, para valer…de voltar a mexer na paixão que sempre tive por ti mas que a escondia porque não tinha esse direito? – ela completou-o.

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