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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 16

por iamcarmen, em 22.12.14

 

16º Capitulo

Apesar de estarem ali por missão, o casal de amigos não deixava as suas conversas de lado, as suas provocações e de se divertir acima de tudo. A zona vip daquele club exclusivo estava a abarrotar de pessoas com grande poder financeiro e Tom já havia avistado alguns procurados pela justiça. Aria havia saído da mesa e ocupava-se a dançar pela pequena pista, acompanhando assim muitas mulheres de origem duvidosa.

Tom confirmou que se podia fumar naquela zona, puxou o seu maço de tabaco do bolso das calças e tratou logo de acender um cigarro, observou com plena luxúria estampada no rosto; a sua ex-colega de trabalho estava a dar show com a sua dança e a ousadia com que demonstrava partes do seu corpo. Reparar no modo como os homens observavam a loira começou a deixar Tom bastante irritado.

+++

Sentia-se observado, mas era-o apenas por homens com notável inveja dele; tudo porque tinha chegado ali na companhia de uma mulher atraente e provocadora como Aria o demonstrava, mesmo que através da sua dança chamativa. Terminou o terceiro cigarro seguido, bebeu mais um pouco da sua bebida e olhou disfarçadamente o homem da mesa mais ao lado, o chamado “braço direito” de Krunt, este retribuiu-lhe o olhar curioso e Tom sentiu-se tentado em puxar de um novo cigarro; tinha noção o quanto se estava a expor ali, os homens de Krunt conheciam-no, mesmo o próprio sabia quem ele era…obviamente aquele homem de confiança também o conhecia. Engoliu em seco e sentiu que o olhar passara do curioso para o extremamente atento, estava a ficar perigoso continuar por ali.

- Devias acompanhar-me, amor. – a calma voz de Aria obrigou o de tranças a olhar para a sua frente; a respiração da rapariga estava um pouco alterada devido á sua dedicação á dança, o seu longo cabelo ficara um pouco desalinhado o que só alimentava uma imagem puramente erótica de Aria; Tom teve que voltar a engolir em seco.

A rapariga juntou-se mais ao banco e mesa, apanhou o copo de bebida de Tom e bebeu o resto que este continha, depois veio a melhor cena; Aria sentou-se ao colo do rapaz, rodeando-lhe a cintura com as suas longas e torneadas pernas, a pele dela parecia queimar junto das calças de Tom, encostou o seu peito ao dele e tomou-lhe os lábios, exigindo um possessivo beijo ao amigo e ex-colega.

A saia que Aria vestia, de si já era curtíssima, mas de momento tornara-se ainda mais e Tom já podia ver nas pausas do beijos fogosos o tecido da roupa interior negra dela, depois relembrar que ela só usava o colete a lhe cobrir o peito só atormentava o rapaz ainda mais.

- Aria. – falou contra os lábios dela num dos momentos mais selváticos dos seus beijos. Ela moveu-se de modo ousado sobre o colo de Tom e este pigarreou; estaria ela a testar o seu controlo? - Estás a abusar. – advertiu-a.

- Preocupa-te isso? – quis ela saber depois de puxar o piercing do rapaz com os seus lábios.

- Não falaria em preocupar. – sentiu as mãos quentes da rapariga a entrar em contacto com a sua barriga, arrepiando-o e fazendo-o provar as unhadas da parte dela. – Aria. – voltou a advertir. Ela obrigou-o a se encostar totalmente ao banco onde se encontrava sentado, voltou a lhe arranhar a barriga e a beija-lo de modo agressivo, sorriu contra os lábios do rapaz e afastou-se um pouco.

Disfarçadamente, Aria olhou o “homem de confiança” de Krunt, este parecia pessoalmente divertido ao testemunhar aquela cena mais obscena á sua frente, sorria e não deixava de olhá-la de alto a baixo, estudando-a e perceber as suas medidas. Começou a sorrir divertida e encarou Tom olhos nos olhos, este franziu o sobrolho e por fim a rapariga tratou de sair do seu colo.

- Vamos. – anunciou então

- Vamos? – ele perguntou confuso; ela riu-se animada e fez um gesto para que o rapaz se ergue-se e a seguisse. Assim foi.

+++

Saíram daquele Club exclusivo, logo sentiram que eram observados com mais atenção que o normal.

- Perfeito. – falou ela assim que ficaram próximo o suficiente do Audi desportivo de Tom, este destrancou-o e Aria tratou logo de ir apanhar algo que tinha dentro da sua pequena mala. – Preparado, Tomy? – ela questionou enquanto apanhava o seu longo cabelo loiro

- Obviamente. – assim que terminou de dizer isto, alguém se moveu nas sombras e o rapaz desviou-se com extrema facilidade daquele que se tentava precipitar sobre si. Riu-se e lançou um pontapé giratório, apanhado a pessoa, ouviu gemer de dor e logo o apanhou por um dos braços, puxando-o para si e deferiu-lhe um agressivo murro na barriga, a pessoa ficou de joelhos em frente de Tom.

Aria ela agarrada pelos braços, mas logo ela se moveu para trás, conseguindo dar uma cabeçada na boca do seu agressor, este empurrou-a e tentou apanha-la pelos cabelos, a rapariga moveu-se para a esquerda e devido aos seus sapatos de salto conseguiu ter altura suficiente para dar uma cotovelada nas costas de quem a tentava apanhar. Tom surgiu a seu lado, esticou o braço direito ao lado do tronco e embateu violentamente no pescoço do tipo que ainda tentava alcançar Aria, o agressor, praticamente, deu uma volta no ar e caiu duramente no chão do parque de estacionamento. A rapariga apontou a sua arma de pequeno calibre aquele que ainda estava de joelhos no chão, este olhou-a e parecia reconhece-la.

- A mulher no antigo porto. – o tipo falou a custo devido as dores que Tom lhe havia provocado

- Parece que deste o recado ao teu chefe, muito bem. Fizeste um bom trabalho, verme. – ela falou de sorriso embutido nos lábios. Tom encostou-se ao seu carro e acendeu um cigarro, também ele sorria; aquele que devia ainda estar inconsciente voltou a si e tentou logo elevar-se e recomeçar a atacar, Tom deixou o cigarro ficar nos lábios e lançou um murro de tal modo violento á cara do tipo que sentira a cana do nariz partir entre os seus nós dos dedos, o homem voltou a cair no chão e ficou totalmente imóvel.

Aria agarrou o outro a quem apontava a sua arma pelo colarinho da blusa e ficaram cara a cara.

- Diz-lhe que não vale a pena andar a me seguir. – sorriu – E já agora…diz-lhe que o seu “braço direito” está neste momento a ser detido, na outra saída do Club. Diz-lhe que fui eu também a culpada por tal.

- Estás a apertar demasiado. – Tom avisou-a

- Eles que venham. Eu espero-os. – sorriu ela ao dizer – Boa noite, sim. – falou para o tipo e mandou-lhe uma cabeçada, fazendo-o desmaiar com o embate.

- Não achas que estás a arriscar demasiado a tua vida, Aria? – Tom questionou-lhe

- Confia em mim, Tomy. – encarou-o e guardou a pequena arma na mala – Eles não sabem o que eu tenho. – piscou o olhos – Agora sim…vamos. – caminhou para Tom, soltou os seus cabelos loiros de novo e ao ficar junto do rapaz, beijou-o demoradamente.

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