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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 19

por iamcarmen, em 16.01.15

 

19º Capitulo
Acordou lentamente, um estranho zumbido apoderava-se da sua cabeça, inspirou lentamente.
- Lamento por te fazer esperar tanto tempo pelo nosso encontro cara a cara, Kaulitz. – alguém com uma voz rouca e arrastada disse. Aquela voz… - Como sabes tenho andado ocupado a fugir dos teus esquemas, muito bem elaborados, nos últimos três anos. Mas por fim…desisti de fugir. Então…resolvi ir directamente á fonte dos meus problemas.
- Krunt. – Tom falou a sorrir e elevou a cabeça, dava-se agora conta que estava fortemente amarrado a uma cadeira de metal, os pulsos doíam-lhe e o sangue começava a escapar das feridas que aquelas cordas lhe estavam a provocar.
- Á quanto tempo, Tom Kaulitz. – o homem de 40 anos, cabelos meio longos, olhos pequenos e negros, lábios finos mas já marcados por uma cicatriz no lábio superior, no seu queixo mal barbeado encontrava-se uma outra cicatriz, esta mais comprida e mais profunda, o fumo do cigarro que Krunt fumava foi lançado aos olhos de Tom.
- Como conseguis-te? – perguntou – Qual foi a manha?
- Que manha? – Krunt repetiu – Referes-te ao facto de ter lançado para junto de ti uma bomba de gás atordoante, Tom? Nos tempos que decorrem facilmente consegues a participação de um mero cidadão para lançar uma armadilha.
- Sentes-te realizado. – gozou. Krunt apontou a cicatriz que tinha no lábio
- Aquela noite foi complicada não foi? – questionou e depois apontou a segunda cicatriz – A tua amiga conseguiu ser ainda mais agressiva do que tu.
- Onde está ela? – perguntou sem mais rodeios. Krunt riu-se e apagou o cigarro com o seu pé
- Graças a essa cabra e tu a minha vida tem sido muito complicada ultimamente. Agora aquela mulher lembrou-se de aniquilar todos os que me apoiavam fortemente.
- Óh…e isso magoou os teus sentimentos. – Tom gozou e tentou mexer-se na cadeira onde estava amarrado, mas tal só contribuiu para lhe cortar mais os pulsos com as cordas – Onde está a Aria? – perguntou mais uma vez
- Logo vais estar junto dela e aí poderão sofrer juntos. – aproximou-se do rapaz e deferiu-lhe um agressivo murro na barriga, Tom expeliu todo o ar que continha nos pulmões, nada falou e limitou-se a olhar para Krunt. – Espera só mais um pouco, Kaulitz.
+++
Havia sido estúpida a maneira como tinha chegado aquele ponto. Ele e Aria tinham sido, estupidamente, apanhados nas artimanhas de Krunt, coisas simples e vergonhoso para agentes da lei como ambos o eram. Alguém lhe bateu na face esquerda, Tom abriu os olhos e olhou severamente o autor daquele estalo.
- Acorda bela adormecida. – um tipo de mau aspecto que tresandava a álcool falou-lhe. – Trouxe-te companhia. – fez sinal a um outro tipo que o acompanhava ali; um corpo foi lançado ao chão com brutidade, os cabelos loiros e bem longos identificavam-na.
- Aria. – Tom falou num tom, controladamente, calmo. A rapariga gemeu de dor, o tipo que a havia empurrado para o chão voltou a se aproximar de si, agarrou-a pelos longos cabelos e puxou-a acima; a face dela estava tingida de vermelho do seu próprio sangue, um feio golpe era apresentado na testa de Aria, a blusa estava rasgada num dos ombros, tantos os pulsos como os pés dela estavam atados com cordas, aparentemente, tão apertadas quanto as que prendiam Tom. Obrigaram-na a ficar de novo em pé, depois foi mais uma vez empurrada com brutidade, mas agora para cima de Tom, os corpos embateram e a cadeira onde o rapaz estava amarrado acabou por cair ao chão, levando o casal consigo.
- Nós já voltamos. Não queremos que se sintam sós. – o homem que havia dado o estalo a Tom falou a rir e logo desapareceu da linha de visão do rapaz.
- Aria. – falou para ela, esta moveu-se lentamente e rolou de cima do corpo de Tom, ficando deitada ao seu lado. – Que te fizeram?
- O típico… - ela falou com certa dificuldade
- Julguei que tínhamos boas defesas. – ele resmungou e Aria começou a rir – Enlouqueceste. – comentou depois
- Quem te disse que não as temos, Tomy? – respondeu e então conseguiu mover o corpo de modo a conseguir encarar o rapaz – Isto faz parte do plano.
- Matarem-nos faz parte do plano de captura do Krunt? – falou protestante – Podias pelos menos ter avisado que eu corria para a minha morte certa!
- O nosso trabalho é sempre de risco.
- Não ao ponto de me lançar de braços abertos para a morte! – resmungou para ela
- Não te queixes! Metros e metros debaixo de água seria pior. – falou aborrecida e Tom não lhe respondeu.
- Qual a tua ideia? – ele falou minutos depois
- Simplesmente segue o normal. – ela disse antes de conseguir sentar-se. Os tipos voltaram aquela pequena sala, Krunt acompanhava-os.
- Então…fizeram as despedidas? – o traficante chefe falou
- Se me arranjares uns preservativos, ate me despeço melhor do Kaulitz. – Aria falou sorridente
- Depois de morta, não importa se vais grávida. – Krunt falou num tom irritadiço.
- …de facto… - ela falava com muita tranquilidade na voz – Pretendes acabar com a raça de um agente da policia criminal e uma agente da Interpol, como?
- Rapidamente. – respondeu-lhe
- Ah…óptimo. – voltou a rir
- Continuas a gozar mesmo numa situação má para ti, Näzir. – Krunt disse de olhar cravado na loira
- E vou acabar bem, de novo. – ela avisou o que causou a pura diversão dos súbditos de Krunt
- Desta vez não poderás saltar borda fora, Näzir. – recordou
- Ah…tens razão. – sorriu na mesma. Algures algo explodiu, um alarme fez-se ouvir e várias vozes ecoaram pelos corredores – Chama-lhe…Vingamça, Krunt. – o tipo de mau aspecto precipitou-se sobre si e deferiu-lhe um bruto murro na cara, acabando por lhe rebentar o lábio.
Tom moveu-se na cadeira, rodou ainda amarrado nela e tentou libertar-se, maus uma vez, das cordas que o amarravam
-Fartei-me! – Krunt gritou e puxou uma arma do bolso do casaco, apontou-a a Tom e começou a premir o gatilho; o rapaz conseguiu apoiar os pés no chão e elevou a cadeira, a bala alojou-se na base daquela cadeira de ferro; Aria ficou de pé e ainda que de pés e mãos amarradas lançou-se agressivamente contra o segundo tipo, enquanto o que lhe havia rebentado o lábio apanhava Tom e voltava a colocar a cadeira de pé; ouviram-se vários disparos e alguns gritos de dor agonizante; Aria alcançou uma navalha que havia caído do bolso do tipo que derrubara, Krunt apontou-lhe a arma quando ela cortou as cordas que lhe prendiam os pés, mal a arma foi disparada a rapariga baixou o corpo, esquivou-se da bala e pontapeou Krunt na virilha, este gritou de dor e contorceu-se. Aria voltou a pontapear, desta vez o homem de mau aspecto que tentava sufocar Tom com as suas mãos.
Por fim a raparia ficou livre das cordas, soltou os pulsos a Tom e deixou que ele se livrasse do resto das cordas. Krunt apanhou Aria por detrás, esta debateu-se. Tom esmurrou fortemente o homem que ainda estava consciente, partindo-lhe mesmo o maxilar com a agressividade dos murros. Um novo disparo ouviu-se na sala, ao olhar para a rapariga, Tom viu-a a se debater com Krunt pela arma… bombas de fumo rolaram pelo chão e logo tudo ficou repleto de fumo branco.

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