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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 6

por iamcarmen, em 01.11.14

 

6º Capitulo

Procurava novas informações sobre o caso, havia tentado falar com os tipos que foram alvejados pela dita mulher mas estes não sabiam quem era ela…nem se recordavam correctamente das feições dela. Tom continuava sem nada a que se agarrar.

- Tom. – Thomas falou ao se aproximar

- A tipa apanhou mais gente? – perguntou imediatamente

- N…não. – balbuciou – É que…aquele tipo quer falar urgentemente contigo. – indicou a pessoa que estava á entrada do Departamento – Conhecê-lo?

Obviamente que Tom o conhecia, era Nathan…o irmão de Aria; assentiu positivamente para Thomas e este indicou ao rapaz de cabelo loiro escuro que se aproxima-se.

- Nathan. – falou com a surpresa estampada no rosto

- Não julgues que te vim pedir desculpa pelas minhas acusações do passado. – o outro apressava-se a dizer – Vim porque…só poderei recorrer a ti, Kaulitz. – Tom assentiu e fez sinal para que o rapaz se senta-se

- E do que se trata? Para recorreres a mim…deve ser mesmo importante. – Nathan parecia temer começar a conversa – Fala.

- Bom…eu…depois daquele dia em que nos vimos no cemitério…quando voltei a casa encontrei a porta desta aberta, nada de arrombamento ou algo parecido a entrada forçada. A minha avó não estava e os meus pais estão fora do pais, estranhei aquilo. Alguém foi ao quarto da minha irmã. – o sangue de Tom parecia ter gelado subitamente – Sei porque a porta estava aberta. Nós arrumamos maior parte das coisas mas ainda deixamos algumas…só pela boa recordação da minha irmã. – engoliu em seco – Mexeram-no no guarda roupa dela, havia lá uma caixa com algumas coisas pessoais…cadernos livros, uma carteira, coisas sem grande importância…mas…essa caixa foi levada.

- Mas…quem poderia assim do nada ter entrado na vossa casa e ir buscar a dita caixa? – perguntava

- È isso que me está a assustar. Não havia nada de importância na caixa, lembro que vi tudo o que Aria lá tinha….uns livros, uns cadernos, uma carteira com o seu passaporte, imensas fotos. – suspirou – Isto está a me assustar meu. Demasiado estranho.

- Ela não tinha lá nada relacionado com alguma missão que fizera ou assim? – Tom quis saber

- Nada. A minha irmã não levava trabalho para casa. – Tom sabia disso muito bem – Passa-se alguma coisa sobre a missão em que ela participou em ultimo? – o das tranças não respondeu – Achas que a missão que vocês não resolveram á três anos atrás agora…foi…tocada de novo? Deves saber e até deves fazer parte disso.

- Eu tenho estado responsável por essa missão, Nathan. O tipo escapou naquela noite. – suspirou – Mas não acho que ele voltasse e fosse logo em busca de coisas a ver com a tua irmã. – explicou – Das fotos que a tua irmã guardava na caixa, alguma em particular que não…combinava…algo assim?

- Eram fotos dela e dos amigos, umas quantas contigo e outros aqui do Departamento. Nada de mais.

- Tom! – Thomas gritou – A dita vingadora actuou de novo. – anunciou. Tom resmungou, levantou-se da sua cadeira e olhou Nathan.

- Se surgir mais alguma coisa estranha, avisa-se logo Nathan. Agora…tenho que ir apanhar o tipo que matou a tua irmã. – o outro assentiu e só viu Tom a apanhar a sua arma, coloca-la no coldre e sair apressadamente dali.

+++

O medico legista dava ordem para o corpo daquele homem ser levado do local do crime, uma única bala na testa fora a causa da sua morte. Tom continuava sem saber qual era o verdadeiro objectivo da mulher que andava a realizar aquela espécie de vingança, ele acreditava que tudo aquilo era para que Krunt sair do seu actual esconderijo ou apenas aterroriza-lo com a ideia do seu final.

- Com este perfaz 7 vitimas desta pessoa, notavelmente, descontrolada. – Dália falou assim que se juntou a Tom – Ainda não conseguiste apurar nada, Kaulitz? – olhou-o

- Ela actua inesperadamente. Não tem uma ordem de ataque, um tempo estipulado. Age na hora.

- E está bem treinada. – a chefe do departamento falou incomodada – O que me está a assustar no meio de tudo isto é que… - calou-se e chamou assim por toda a atenção de Tom sob si.

- O quê? – inquiriu

- O alto intendente da Policia não comenta nada á cerca do acontecimento, Kaulitz. Desconfio que ele sabe de quem se trata esta mulher.

- Não acredito que ela seja uma assassina profissional e a policia nada faça quanto a isso. Poderá ser algo mais.

- Ou temem-na ou veneram-na. – Dália acrescentou, colocou os seus óculos de sol e afastou-se

+++

Quando entrou em casa deparou-se imediatamente com o seu irmão.

- Que é? – franziu o sobrolho

- Fala-se num Vingador da Justiça. – Bill falou divertido – Alguém anda a caçar e abater todos os importantes no mercado negro do trafico de armas e drogas. É noticia nos jornais. – acrescentou

- Eu sei. Houve uma fuga de informação na Policia esta manhã. – resmungou – As pessoas começam a acreditar que esta mulher faz o trabalho que a policia não. – mandou as chaves de casa para cima do móvel á entrada do apartamento

- Bom…se vão para uma prisão do governo e depois soltam-nos ou lhe dão uma pena pequena…matam-nos logo e as pessoas sentem-se seguras com tal horror.

- Esta tipa matou 7 tipos em duas semanas e meia, Bill. Será apanhada e julgada pelos seus crimes. – Tom falou decidido

- E o que tem essa missão do Krunt e a tipa em busca de vingança com sangue a ver com o facto de alguém ter entrado no quarto da tua ex-colega de trabalho? – Tom estancou e encarou o irmão surpreso – Falei com Nathan. Encontrei-o num café por mero acaso e ele falou que esteve contigo. Contou-me o que se passou. Que pensas disto?

- Não sei, sinceramente não sei. – suspirou – Aria não tinha nada nas suas coisas pessoais que apontassem Krunt em algo ilegal, as provas que temos estão nos cofres da Policia. – sentou-se numa das cadeiras junto da mesa da cozinha – E quem quer que entrou na casa, tinha acesso ou seja tinha as chaves.

- De certeza que Krunt não pensa que Aria tinha algo contra si?

- Se ela tivesse eu saberia, Bill. – colocou os cotovelos sobre a mesa e apoio o queixo entre as mãos.

- Eu continuo a achar um bocado sinistro terem invadido dessa forma uma casa, entrado no quarto de uma falecida agente da policia do teu departamento…aquele que anda á procura do tipo mais procurado da Alemanha. – ficou alvo do olhar frio do seu irmão e engoliu em seco – É assim como digo. – explicou

- Krunt só soube quem Aria e eu eramos…naquela noite do acidente. Estiveram frente a frente de armas em mão, lutaram entre si…Krunt foi falso na luta e no tiroteio…Aria ficou ás mãos dele, quase levou um tiro por mim…depois resgatei-a, fugimos, o barco explodiu, encontramos Krunt e uns dos seus, debatemo-nos de novo, a água entrou pelos corredores do barco eu fui separado dela e ela desapareceu na água com…o Krunt. – respirou fundo, ao fim de três anos Tom contava resumidamente o que se havia passado no alto mar no decorrer daquela missão.

- O Krunt sobreviveu porquê? – Bill questionou e o irmão apenas encolheu os ombros – Nunca descobriram.

- Só descobrimos que havia sobrevivido naquela outra explosão no antigo mercado da cidade, quando foi avistado por mim e outros.

- Ele pode pensar que Aria está viva. – Bill disse – Deve ter ido á busca dela na ultima morada conhecida. Poderia ser isso, certo?

- Sabe-se muito bem que se ela tivesse sobrevivido estava a trabalhar a meu lado, como sempre foi. – saiu da cadeira – Vamos parar de falar de Aria, por favor. – pediu antes de sair da cozinha.

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