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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 7

por iamcarmen, em 07.11.14

 

7º Capitulo

A sexta á noite havia chegado bem depressa e Tom estava pronto a ter uma aventura de uma noite só para esquecer as coisas no trabalho. Estava no seu bar de eleição na companhia do seu irmão, receberam as bebidas pedidas e falavam de temas civis, simples e apreciavam o ambiente.

- Estás a pensar em levar uma nova miúda para casa, não é? – Bill perguntou ao ver o seu irmão gémeo a lançar intensos olhares a uma morena

- Sabes que o fim-de-semana serve para isso mesmo. – comentou

- Ah claro. – suspirou – Lembra-me de não te apresentar a algumas raparigas com quem trabalho.

- O que faz de ti um grande somítico. - o outro acusou – Convives com mulherões da playboy e não te envolves com elas e não dás hipótese de eu me envolver por ti.

-Tens mulheres que te cheguem e sobram, Tom. – Bill acusou – E também… - calou-se subitamente – Que é aquilo tudo!? – exclamou de tal modo que fez o irmão engasgar-se – Wow!

Tom olhou na mesma direcção que o irmão olhava e ficou de olhos arregalados; vislumbrou duas mulheres bem atraentes, bem era pouco…imenso era mais em conta; uma delas devia ter coisa de 1,70cm, tinha os cabelos loiros, compridos e com um jeito ondulado muito atraente, os olhos eram de um verde brilhante, os lábios apetitosos e tinha o ar misterioso, ela vestia umas simples calças justas de exagerada cintura descaída, podendo mostrar ainda um pouco a pele do seu ventre, a blusa de tecido fino e decotada davam o toque fatal á mulher. A outra era morena, olhos azuis, cabelos curtos e lisos, os seus lábios eram pequenos e adoráveis, depois ela usava um simples vestido branco que contrastava com a sua pele de tom bronzeado…aliás…ambas as mulheres mostravam um tom bronzeado encantador…o vestido da morena era bem justo e realçava as suas curvas bem femininas, o decote conseguia ser ainda mais satisfatório que o da blusa da outra. Eram dois exemplares bem em conta dos desejos de um homem.

- Conhece-las? – Bill perguntou depois de recuperar a compostura

- Quem me dera. – sorriu – Mas isso resolve-se, mano. – a loira sorriu para ele e parecia dedicada em aprecia-lo, Tom engoliu em seco quando a viu afastar-se do local onde se encontrava e caminhar na sua direcção, a morena seguia-a. – Wow! – brincou com o seu piercing

- Boa noite! – a loira de cabelos longos falou, a sua voz parecia ter um efeito calmante sobre as pessoas – São da cidade, boy’s? – questionou com um sorriso cativante

- Desde que nascemos. – Bill deixou escapar – Mas vocês parecem-me de fora.

- De facto. – a morena falou então – Estamos cá em trabalho. – inclinou-se um pouco para Bill – Chamo-me Lea. – sorriu

- Prazer em te conhecer, Lea. – ele respondeu – Chamo-me Bill. – indicou o irmão – Este é o meu irmão, Tom. – a rapariga morena olhou-o rapidamente e também lhe dedicou um sorriso

- E tu…como te chamas? – o das tranças lançou a questão á loira

- Chamo-me Aria. – falou calmamente; Tom sentiu um forte arrepiou a lhe percorrer as costas e não evitou respirar fundo – É um nome assim tão invulgar por aqui? – falou perante o súbito enrijecer das feições do rapaz

- Não. Não. – Tom falou – Só…á imenso tempo que não ouvia esse nome. – disfarçou

- Bom. Uma vez apresentados. – Lea disse e tomou logo a iniciativa de se sentar ao lado de Bill – Que nos aconselham a beber? – falou mas olhava ainda o moreno de olhos castanhos

- Algo bem forte. – Bill falou maroto.

Tom viu a rapariga loira a se sentar do seu lado, ela olhou-o por mera curiosidade uma vez que ele continuava um pouco surpreso. Depressa o momento lhe passou ao se deparar com uma imagem bem mais sugestiva do decote da loira, sorriu inconscientemente e fez sinal ao empregado de mesa para se aproximar. Os rapazes fizeram o pedido pelos quatro.

+++

Apesar de falar coisas do acaso com aquelas raparigas, Tom continuava ainda surpreso com o facto de depois de tanta coisa na semana que havia passado, conhecer naquela noite, justamente, uma mulher com o mesmo nome que a sua ex-colega de trabalho. Sem duvida, isso sim…era sinistro.

O que ele também não podia deixar de reparar era que começava a associar demasiado aquela rapariga de cabelos longos á sua ex melhor amiga, certos movimentos, o modo como sorria com aquela pontada de diversão pessoal, o jeito que tinha para provocar com palavras e a tranquilidade que possuía. Estava demasiado envolvido naquela sensação de bem estar, era recordar o passado…mas…aquela Aria não era a “sua” Aria, e ele não podia confundi-las. A “sua” Aria nunca despertaria o seu lado sedutor, mas aquela que ali estava fazia-o fantasiar…a sensualidade que envolvia aquela loira era abismal; a “sua” Aria nunca se mostrara interessada em algo mais que pura amizade com ele e não era tão erótica fisicamente quanto aquela que estava a seu lado.

- Já volto. – Tom anunciou ao sair da mesa e encaminhar-se para as casas de banho do bar, uma vez lá passou água gelada pela face, respirou bem fundo e fechou forçosamente os olhos. Odiava estar a recordar Aria e comparar aquela que estava na sua mesa com a sua ex melhor amiga, definitivamente odiava isso.

Olhou-se ao espelho e assustou-se com o súbito surgimento da loira de cabelos compridos ali, viu que ela trancava a porta da casa de banho e lhe sorria divertida.

- Que raio… - voltou-se para ela – qual a tua ideia ao certo? – falou maroto

- Podia acontecer muita coisa, não é? – ela falou – Afinal só estamos nós dois nesta casa de banho. – voltou a lhe sorrir – Que te parece, Tom?

- E eu que julguei que não estavas disposta a aventuras. – ele comentou. A rapariga, praticamente, pareceu deslizar para junto dele; prendeu-o contra os lavatórios com o seu corpo e aproximou de modo intimista os seus lábios suculentos dos dele.

Tom uniu as suas mãos as faces da rapariga, atraiu-a mais para si e acabou por beija-la. O sabor dos seus lábios satisfazia-o imenso, um sabor doce com um toque de picante; as suas línguas envolveram-se numa exploratória dança, o corpo dela pressionou-se mais contra o dele, o seu peito foi mais apertado contra o de Tom mas as suas bocas não se queriam separar. A rapariga terminou o beijo e Tom mostrou-se desejoso de continuar a senti-la contra si e provar o seu sabor, ela sorriu contra seus lábios e afastou-se um pouco.

- Estranho. – ela falou num sussurro

- O quê? O que é estranho? – sorriu

- É estranho que agora já me desejes como um homem deve desejar uma mulher, Tom. – afastou-se mais um pouco e sorriu perante a confusão estampada na cara do rapaz – Parece que três anos mudaram os nossos apetites, não é Tomy? – sussurrou-lhe junto da orelha, um frio atravessou o corpo do rapaz. “Tomy”, aquela estúpida alcunha tinha-lhe sido colocada por…

- Aria. – arregalou imenso os olhos

- Viva… - voltou a aproximar os seus lábios dos dele – e com sede de vingança. – soprou – Não foste tu que me abandonas-te no mar? – afastou-se completamente dele

- Não. Não pode ser… - sorriu fracamente – isto é uma brincadeira de muito mesmo muito mau gosto. – apontou o dedo a ela – Quem és tu? Fala! – exigiu saber

- Aria Näzir. – ela respondeu-lhe prontamente

- Não te atrevas a falar o nome da minha amiga! – ele gritou-lhe – Não brinques com o sofrimento dos outros. – avisou já tomado pela raiva

- Só eu falava a tua alcunha…Tomy. Porque fui eu mesma que te a dei. Recordo-te que foi numa missão de resgate politico em Malta. – anunciou ela

- Não. – juntou as mãos á cabeça – Não brinques com coisas serias. Aria morreu.

- Porque tu o pensas-te depois de me deixares entre aqueles destroços do barco onde estávamos?

- Não a abandonei! – negava aceitar que era mesma a Aria que ele conhecia que estava ali, viva e á sua frente – Procurei-a incessantemente. Levei com destroços em cima só para a procurar, nunca deixei de a procurar…até que me obrigaram a tal…quando o barco afundou completamente.

- Eu estava lá! Eu chamei-te. Tu foste embora, Tom.

- Não. – falou irritado – Cala-te com isso. – voltou a colocar as mãos na cabeça – Trabalhas para Krunt, não é? Fala!

- Por favor… - revirou os olhos – acreditas mesmo que trabalho para esse verme, Tom. – destrancou a porta da casa de banho – Acredita no que quiseres. Eu estou aqui, viva, em trabalho… - começou a rir – e a fazer vingança. – saiu da casa de banho. Tom correu atrás dela mas perdeu-a de vista por entre toda aquela gente que estava no bar.

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