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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

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Vingança - Capitulo 8

por iamcarmen, em 09.11.14

8º Capitulo

Bill observava em silencio o seu irmão, este andava ás voltas pela sala e parecia á beira do desespero, até havia chorado algures desde que começara a falar com ele.

-Sinceramente não sei o que pensar sobre isso. – Bill falou por fim – Porque raio querem atacar-te através da Aria?

- Era ela, Bill. – desesperou – Durante aquele tempo em que estávamos os quatro juntos á conversa, na bebida e tudo isso…eu não parei de recordar a Aria com aquela, suposta, Aria…eu estava a confundi-las, daí que fui resfriar o pensamento e ela seguiu-me. Bill! – encarou-o – Aria está viva. E quer-me morto. – descaiu para o sofá

- Espera aí. Também não vás por extremos, mano.

- Ela falou que fui culpado. Eu fiz tudo o que podia para a procurar, Bill…eu ia morrendo para a encontrar. Forçaram-me a desistir. Mas… - baixou o olhar – ela falou que estava em trabalho.

- Ela é a tipa que anda a caçar os tipos que estão com o Krunt. Aí é obvio, Tom.

- Sim, mas…ela foi policia. Sabe que está a cometer homicídios…que está a ser dada como assassina em série. – passou a mão pela cara – Isto está a me matar, mano.

O outro nada falou; o toque rápido á campainha da porta do apartamento fez Bill mover-se e ir abri-la e para sua surpresa tinha…Aria á sua frente.

- Bom dia, Bill. – ela cumprimentou animada e foi logo entrando no apartamento como se fosse seu habito, e assim era…á três anos atrás. – A sério meu, ficas-te aterrorizado com a minha volta dos mortos. – ela falou assim que encontrou Tom estaticamente de pé a olha-la á entrada da sala.

- Aria. – murmurou

- Já te disse que sim, meu! – suspirou – Vim pedir desculpas pessoalmente por ontem a noite. Sei que fui muito agressiva contigo mas…estávamos a ser observados, tranças. – sorriu – Convinha mostrar-me crente de como a culpa era tua, que tinhas me abandonado. – o rapaz perdeu forças e caiu de novo sobre o sofá – Tom. – aproximou-se e acocorou-se á sua frente – Perdoa-me. – os seus olhos verdes brilhavam imenso

- Como…como… me surges do mundo dos mortos ao fim de três anos. Está a testar o meu sistema cardíaco? – as lágrimas surgiram-lhe nos olhos castanhos – Estás…viva…

- Sim. – também ela fora tocada pelas lágrimas do rapaz e já chorava também. – Sobrevivi porque os tipos do Krunt apanharam-me ao mesmo tempo que o apanhavam a ele, fiquei por duas semanas num barco de ruim aspecto a curar miseravelmente alguns dos meus golpes. Quando aquele verme me ia matar de vez eu saltei borda fora, nadei…nem sei por quanto tempo…a água salgada nas minhas feridas era vidros autênticos. Então um Navio da Marinha resgatou-me, identificaram-me e levaram-me para um Hospital privado, acordei meses depois e tinha o Director da Interpol em território Alemão á minha cabeceira. Fizeram-me oficialmente desaparecida no naufrágio e inseriram-me na Interpol, tenho te seguido nos últimos meses, quando tinha novidades á cerca do Krunt ao qual tu não tinhas, mandava tudo para o alto intendente. Deves recordar que ele está sempre a dar novos desenvolvimentos á missão. – Tom assentiu – De facto julguei por imenso tempo, praticamente dois anos e meio…que me tinhas abandonado…jurei vingar-me daqueles que contribuíram para o meu, suposto, desaparecimento. Um dia vi-te na companhia de uma miúda e segui-te, continuei a partir desse dia a te observar…até que aos poucos fui vendo que não tiveras culpa e que carregavas um fardo pesado, o da minha morte. No dia que fez três anos do acidente…vi-te no cemitério, no sitio que me recorda, mesmo sem um corpo lá…soube que continuavas a ser o Tom que sempre conheci. – elevou-se – Fui á minha casa, mas estava tão envolta nos meus pensamentos e sentimentos que me esqueci de fingir que arrombava a porta, as coisas que me recordavam o meu animador passado eu trouxe comigo.

Bill soube que já estava a mais por ali, portanto saiu silenciosamente da sala e foi trancar-se no seu quarto.

- Tens noção do que…me atormentou tudo isto ao longo destes três anos, Aria? Do nada apareces, anuncias-te viva e queres que eu me mantenha são. Estás a me pedir imenso. Que raio te aconteceu?

- Ingressaram-me na Interpol, Tom. O meu treino foi aprofundado e deram-me ordem para matar, começaram a me dar nomes e ordens explicitas…tive que acatar as ordens, mas não podia comunicar nada a ninguém. Agora que viram que a Policia começou a se envolver mais nestes casos de homicídios, a Interpol teve que mostrar a cara…o alto intendente já sabia de tudo mas não sabia quem era a agente em campo. Ontem á tarde as coisas souberam-se e a tua chefe Dália não sei das quantas não gostou de confirmar que estou viva. Ela afirmou que tu estavas incontrolável desde a minha, suposta, morte e que tudo o que te movia na missão para apanhar o Krunt era vingar-me. Ficou mais que na hora de aparecer.

- E a tua família? – quis ele saber

- Nada posso fazer, Tom. – ela falou cabisbaixa – Ser esta espécie de agente secreta, especializada em missões de execução…faz-me renunciar ao meu passado. Mas…não podia continuar a me esconder de ti, Tom. Porque…precisamos um do outro para terminar o que começamos á três anos atrás. Bom…quando tudo terminar…podes querer ver-me afastada de ti e do teu trabalho.

- Claro que não quero isso. Já perdi a minha amiga e colega uma vez, por favor…não me faças perder-te de novo.

- Claro. – ela falou sem jeito – Amiga e colega. – inspirou – Estou aqui para ti. – ela tentou disfarçar a desilusão.

Tom continuava demasiado aturdido com aquelas súbitas revelações, portanto fingiu não perceber que Aria se tornara algo mais do que amiga e colega para si. Talvez que a visse mais do que fora antes e três anos a julgá-la morta…tinham-no feito ver que a amava mais do que pensava mas também o fizera renunciar a possíveis sentimentos amorosos.

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