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Desde 1 de Janeiro de 2008.

iamcarmen

Desde 1 de Janeiro de 2008.

Vingança - Capitulo 9

por iamcarmen, em 15.11.14

 

9º Capitulo

Quando acordou sentiu-se ressacado e no entanto o seu sábado não estava carregado de álcool para que tal se dê-se. Arrastou-se pelo chão do quarto e foi tentar saber do seu irmão, desde a visita de Aria naquela manhã que Tom deixara de ver o seu gémeo.

- Julguei que ias entrar com a noite. – Bill comentou assim que encontrou o seu irmão a se aproximar da entrada da cozinha – Depois da revelação do ano meteste-te na cama e adormeces-te de imediato. Como te sentes?

- Como se estivesse acordado de um sonho e sofresse de uma valente ressaca. – Tom respondeu numa voz rouca devido ás horas diurnas de sono.

- Pelo menos não desmaias-te ou julgas-te ter enlouquecido de vez. Isso é sempre bom. – Bill brincou um pouco com as palavras, o irmão revirou os olhos – Que pensas em fazer agora? – questionou-lhe

- Á cerca…

- Do facto da tua ex-colega de equipa e melhor amiga estar viva depois de três anos completos de luto. – o irmão de Tom falou com extremo sarcasmo

- Não sei. Caso não tenhas reparado precisei de dormir toda a tarde para não pensar e repensar nisso, Bill. – retirou uma lata de coca-cola do frigorifico, abriu-a e começou a beber.

- Quer dizer que não sabes bem o porquê de uma agencia importante como a Interpol esconder a Aria estes anos todos? – sentou-se á mesa e observou o irmão.

- Não ouvis-te a conversa? A própria Interpol a juntou a si. – bebeu mais um pouco da sua bebida – Parece demasiado anormal tudo isto. – suspirou – Quer dizer…eu sofri com a morte da minha companheira de trabalho, eu carreguei culpas por imenso tempo, revoltei-me e especializei-me o que podia e…de repente…ela aparece-me, totalmente diferente e pronta continuar a sua ordem de execução aqueles que são aliados ao Krunt.

- Totalmente diferente. – Bill repetiu – Achas que ela mudou assim tanto?

- A nível físico talvez. Antes era mais roliça, usava os cabelos curtos e não era tão loira quanto o está agora, os olhos continuam na mesma aquele verde brilhante e o sorriso também é o mesmo carinhoso que conheci. Sejamos realmente sinceros nas palavras, mano…Aria esta assustadoramente erótica. – bebeu o resto da coca-cola – Ela…aprendeu a ser sedutora, quando antes era meio desleixada e pouco dava atenção a cenas…amorosas e por aí.

- Que se passou entre vocês na sexta? Antes de ela te dizer quem é.

- N…nada. – desviou o olhar do de Bill

- Tom. – falou com impaciência

- Apenas…ela…eu…beijamo-nos. Mas eu não sabia quem era ela, quem de facto ela é. – abanou a cabeça

- Antes não conseguias vê-la como uma mulher para seduzires, levares para a tua cama e manter algo estranho com ela, mas agora…já achas que Aria se tornou um bom exemplo para conquistares.

- Curioso. – riu-se – Ela disse a mesma coisa depois de nos beijar-mos.

- E no meio de tudo isso…o que realmente pensas dela? – o irmão encolheu os ombros – Não sabes mesmo?

- Não. A minha mente ainda está demasiado confusa, Bill. – mandou a lata vazia para o lixo. – Afinal…recordando a sexta…quem raio era a morena que acompanhava a Aria?

- Segundo as palavras da Leia, não passa de uma jornalista em Itália. Mas sinceramente não me interessei muito pelo seu a ver com a Aria.

- Que aconteceu mesmo? – sorriu divertido

- Estivemos juntos, nada do outro mundo. – Bill respondeu a sorrir e saiu da cadeira. Alguém tocou á campainha da porta do apartamento e uma vez que o mais alto dos gémeos estava mais próximo da porta da cozinha, foi abrir a porta.

Tom seguiu o irmão e logo se deparou com Aria, de novo, na sua sala de estar. Não conteve um suspiro de satisfação ao ver aquela loira; ela vestia uns curtos e justos calções de ganga, um top arrojado, os seus longos cabelos loiros e ondulados vinham presos num alto rabo d’cavalo, as botas tipo tropa davam o toque perigoso á opção de modelo da rapariga. Bill estava ainda de olhos bem arregalados e parecia encantado com algo na parte de trás do corpo de Aria.

- Por aqui… - murmurou

- Quê? Não queres matar as saudades da minha pessoa, Tomy? – ela falou divertida

- Não me deixas colocar os pensamentos em ordem, Aria. – ela espreguiçou-se e olhou de modo esmagadoramente sensual para o rapaz de tranças

- Estava demasiado aborrecida naquele quarto de hotel, sabes. Os meus últimos dias tem sido aborrecidos. – sorriu e voltou costas a Tom a fim de encarar de novo o irmão deste; depois o rapaz soube o que tanto fazia Bill estancar, o top de Aria era de costas em aberto, podendo assim vislumbrar-se a bonita tatuagem que ela tinha desde o final do seu pescoço e que fazia uma ligeira curva até apanhar o ombro esquerdo da rapariga, o desenho representava uma fabulosa Fénix rodeada por água e a ave era como o fogo que surgia das águas, não sendo apagado e não podendo morrer, sem duvida aquele artístico desenho representava Aria renascer das suas cinzas mas entre água. – Podemos fazer uma noitada como deve ser esta noite? – Aria falava para Bill – Não?

- S…sim. – o outro falou meio atordoado – Claro que podemos fazer noitada.

- Óptimo. Infelizmente a minha amiga Leia já regressou para a Itália, Bill. Lamento imenso.

- Ele é fotografo na revista alemã da Playboy, Aria. Mulheres para lhe fazerem companhia não lhe devem faltar. – Tom gozou

- Wow! Desde quando revelas-te o teu lado louco, Kaulitz? – a rapariga provocou e fez mesmo questão de se aproximar perigosamente de Bill, este pestanejou e deliciou-se mentalmente com a visão do peito de Aria e o relembrar as costas ao descoberto dela. Tom suspirou e aproximou-se daqueles dois, agarrou o pulso da rapariga e puxou-a atrás, arrastando-a para a sala.

- E desde quanto tu aprendes-te a deixar um gajo nervoso? – Tom questionou-lhe

- Caso não te recordes a situação era entre mim e Aria, tu estás a te meter. – Bill resmungou

- Bom…depois de ficar totalmente recuperada apercebi-me que de facto armava-me muito em parva junto dos homens, daí que era por isso que até á três anos atrás era virgem. – ela explicou e foi ver Tom a desesperar – Comecei a aprender um pouco mais e comecei a me sentir mais…mulher…depois emagreci bem, aprendi a fazer bom uso das palavras e acções e…não tenho que me queixar. – piscou o olho ao rapaz – Era bastante mau saber que naquele departamento, nenhum de vós reparava em mim como mulher…não passava de mais um entre os rapazes. – Tom afastou-se e tentou manter a calma; Aria tocava nas palavras certas. – Creio que seja melhor agora, certo? – falou já a olhar para Bill e este assentiu positivamente – Melhor, então. – sorriu

- De maria rapaz, passas-te a ser uma femme fatal, é isso? – quis Tom confirmar

- Fatal só mesmo em missão, Tom. – falou provocante para o rapaz – Mas também posso aprender a ser perigosa fora de missão. – sussurrou-lhe; ele desesperou mais uma vez

- Não sei se não preferia a Aria de á três anos atrás. – disse

- Continuo a mesma, só com alguns extras agora. Não me sigo pelas conversas dos outros e não me deixo levar facilmente. Tenho que aproveitar por mim mesma. De resto continuo a mesma de que chamavas melhor amiga á três anos atrás.

- De facto as vossas conversas surgidas do nada e que tomam rumos completamente diferentes do inicial, continuam as mesmas. Fazem uma confusão e mistura estranha em simples conversas. – Bill intrometeu-se – Sinceramente…para mim continuam os mesmos de antes. Só com alguns extras, mesmo. – sorriu para Aria e esta retribuiu-lhe o sorriso do mesmo modo.

- Então por volta das 21:30h apareço por aqui para irmos sair os três. – Aria falou e afastou-se de Tom – Até logo. – acenou e tomou caminho para fora do apartamento dos gémeos.

- Tens que admitir mano…ela mudou imenso no factor feminino e tens igualmente que admitir que tu gostar daquilo que ela revela. – Bill falou assim que a porta do apartamento foi fechada

- Ela continua a ser…a “minha” Aria. Sei disso. Mas os extras que trás consigo agora… -sorriu – ajudam mais.

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